Resumo semanal



Resumo Semanal
No cenário internacional, o presidente do BCE deu um discurso dovish, sugerindo que o programa de QE da Zona do Euro será estendido em dezembro. Nos EUA, os comentários de membros do FOMC continuam a indicar que o Fed subirá os juros no fim do ano, indo na contramão ao resto do mundo. Uma pesquisa do WSJ mostrou que 92% dos economistas acredita que o banco central americano atuará em dezembro, enquanto o mercado precifica esta probabilidade em 64%.

No Brasil, o destaque ficou para os rumores de que o ex-presidente do BC Henrique Meirelles substituirá Joaquim Levy na Fazenda. De acordo com o jornal Valor Econômico, “estrelas de primeira grandeza do PT”, assim como integrantes da cúpula do PSDB, acreditam que a única chance de Dilma concluir o mandato seria substituindo Levy pelo ex-presidente do BC Henrique Meirelles e lhe concedendo poder pleno para nomear o presidente do BC e o ministro do Planejamento. Também de acordo com o jornal, Meirelles já estaria se reunindo com líderes governistas com o aval de Lula. Já na sexta-feira, foi reportado que a presidente Dilma, que até então parecia resistir a ideia de substituir Levy, já estaria de acordo com a troca, mas não daria carta branca ao sucessor, algo que Meirelles havia dito a Lula ser condição necessária para ele aceitar o cargo. Surgem nomes alternativos como o do atual presidente do BC, Alexandre Tombini, e do diretor do FMI, Otaviano Canuto.

A Comissão Mista de Orçamento aprovou a LDO de 2016 sem abatimento, uma vitória para o ministro Levy. Na quarta-feira, a presidente Dilma havia decidido aceitar um abatimento de R$ 20 bi, para agradar a sua base fragmentada. No entanto, a oposição ameaçou não votar a mudança da meta de 2015, algo que o governo quer que seja aprovado antes do recesso parlamentar. Nos últimos dias, Levy conversou com dezenas de parlamentares argumentando que manter a meta de primário em 0,7% é fundamental para a credibilidade do país e para incentivar o Congresso a passar as medidas do ajuste.

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