Pingue-pongue

 

Levy deu apoio moral e financeiro para Alckmin lançar hoje seu novo plano de concessão.
 R$ 13,4 bilhões em rodovias, aeroportos, ônibus e metrô.

Na outra ponta, em entrevista à Folha, Armínio Fraga estimulou Dilma a lançar também mais concessões federais: “a ideia é boa e, em tese, tem chances de sair”.
 Como tudo é urgente, ajuda se focarmos naquelas raras ideias que interessam tanto à situação quanto à oposição.
A conjuntura política, aos poucos, vai parecendo menos pior.
 Já o cenário econômico continua piorando; não tanto por novos erros, mas sim porque os velhos erros foram gravíssimos, e demoram a se manifestar.
 Hoje soubemos que, em outubro, o desemprego alcançou 7,9%. Para se ter ideia, em outubro do ano passado, o nível de desocupação estava em 4,7%. É um salto impressionante.
 Agora fica claro que nossa projeção - feita em junho de 2014 - de 10% de desemprego é absolutamente crível.
 Dentre todas as projeções “pessimistas” que fizemos (câmbio, IPCA, Selic) essa do desemprego é a que mais queríamos ter superestimado, pois seus efeitos são os mais amplos e impactantes sobre o bem-estar da nação.
 Afinal, por que o BC não gasta seus US$ 370 bi de reservas internacionais e resolve a crise?
 A pergunta é explorada em reportagem de O Financista.
 A resposta, ao meu ver, passa pelo entendimento dos swaps cambiais.
 Ao Banco Central, não basta sanar a exposição pública, ou mesmo total, a passivos em dólares.
 Crises recentes nos alertam que a exposição privada, per se, é tão ou mais crítica.
 Em suma: exposição conta, mas mix da exposição também conta muito.
 Por meio dos swaps, o BC vem conseguindo amenizar os riscos de um setor privado que estava fortemente comprado em reais e vendido em dólares.
 Sem os swaps - que só existem por causa dos US$ 370 bi de reservas - o custo desse hedge para o setor privado seria tenebroso, podendo engatilhar ataques especulativos contra a moeda local.

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