Nippon Steel exige mudanças na Usiminas


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A Nippon Steel & Sumitomo considera que a melhor solução para o futuro da Usiminas é a escolha de um novo presidente que não tenha vínculo com nenhum dos dois acionistas controladores. O grupo japonês divide a gestão da empresa com a argentina Ternium, que faz parte do acordo de acionistas.

Os dois sócios estão em conflito há cerca de um ano por divergências na forma de conduzir a Usiminas. A briga foi acirrada após reunião do conselho de administração, há duas semanas, que destituiu o presidente, Julián Eguren, e outros dois diretores, todos argentinos. O caso foi parar na Justiça.

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A Nippon Steel informou ao Valor que o comando por um nome independente é o melhor para o bem da companhia, pois vai evitar que a Usiminas seja dirigida como se fosse uma empresa subsidiária de um dos seus sócios. Para os japoneses, isso passou a ocorrer logo depois que Eguren assumiu o cargo, em 2012. Ele foi indicado pela Ternium e aprovado na época pelo grupo japonês.

Mas a Nippon diz que ficou muito decepcionada com seu modelo de gestão. Alega que ele quebrou a confiança dos japoneses e que está fora de cogitação o seu retorno, bem como o dos outros executivos argentinos afastados.

Os japoneses exigem várias mudanças na gestão da Usiminas. Eles consideram exagerado o número de funcionários argentinos trazidos por Eguren. São cerca de 40 pessoas, que ocupam cargos de gerência e supervisão e cujos nomes não passaram por consulta do sócio. Do lado japonês são 20 executivos.

A Nippon Steel quer também a adoção de novos padrões de governança corporativa para evitar desvios, como pagamentos de bônus e remunerações não aprovados pelo conselho. Os japoneses lembram que a empresa é de capital aberto e tem acionistas minoritários.

Além dos bônus pagos indevidamente a três executivos, confirmados por auditorias internas e externas, outra auditoria constatou pagamentos discrepantes de R$ 8,9 milhões relativos ao programa de expatriados.

Segundo a Nippon Steel, o ideal para uma nova gestão da siderúrgica é um presidente neutro, com uma diretoria de dois argentinos, dois japoneses e dois brasileiros. A proposta deverá ser levada às próximas reuniões do conselho, marcadas para o fim deste mês e o fim de novembro.


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