A senhora imperialista (e a concorrida debutante)

 
 
 
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A senhora imperialista (e a concorrida debutante)
:. A volta do efeito rebote
:. A Sra. Imperialista
:. Um tanto óbvio, mas necessário
:. Universo paralelo
:. A (concorrida) debutante

:. Dicas culturais que fazem bem ao bolso
:. Jimmy Choo mostra uma Arezzo barata? ---> exclusivo para o PRO
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:. O cálculo milimétrico da bazuca ---> exclusivo para o PRO

00:11- A volta do efeito rebote
Os mercados internacionais têm uma sexta-feira mais amena. Após pregões consecutivos de perdas alimentadas pelo temor de desaceleração global, o temor de desaceleração global alimenta os ganhos do dia... pode?
No frigir dos ovos (não, ainda não estamos falando de inflação interna), é a farra do dinheiro escasso e barato que alimenta a busca por ativos de risco.
Na iminência de uma recuperação global mais lenta, os investidores costumam se lembrar do potencial propulsor que novos estímulos trariam ao processo...
A fiel da balança, hoje e quase sempre, seria Janet Yellen, presidente do Banco Central americano, com pronunciamento no período da manhã. Seria...
01:29- A Sra. Imperialista
O discurso da Yellen não foi baseado em potenciais programas de estímulo adicionais ou no ritmo de subida dos juros americanos de volta aos padrões de normalidade, mas, sim, em favor das políticas sociais, da transferência de renda.
“Poxa, mas a presidente do Banco Central dos EUA, o posto com maior controle sobre o fluxo de capitais global, maior representante do sistema financeiro internacional, defendendo pobres? Não seria um contrassenso?”
Não. O discurso da luta de classes, do benefício do pobre necessariamente em detrimento ao rico e da demonização dos mercados de capitais pode servir como retórica eleitoral, mas não tem grandes efeitos práticos.
02:12- Um tanto óbvio, mas necessário
O mercado talvez não seja ou um submundo sujo em que especuladores e banqueiros imperialistas passam a perna nos cidadãos de bem para multiplicar as suas fortunas pessoais a qualquer custo. Não é um cassino, tampouco uma arapuca feita para roubar dinheiro.
Os mercados de capitais são, sim, lugar onde as empresas se financiam para investir. Empresas que geram empregos para todo o tipo de gente.
Tampouco o especulador é o diabo - ele é, sim, um tomador de risco, ferramenta indispensável para prover liquidez e permitir o funcionamento dos mercados.
Não é um mundo virtual restrito ao capital financeiro. Você já ouviu falar da AmBev, da Natura, da Brasil Foods, Vivo... Estão todas ali.
O que seria do pré-sal, e da “riqueza da nação”,  sem as oferta de ações e os títulos de dívida emitidos pela Petrobras no mercado de capitais?
Um tanto óbvio, mas - a esta altura do campeonato - extremamente necessário.
02:49- Universo paralelo
Sem um discurso mais efusivo de Yellen em prol de mais estímulos, expectativas por uma pressão sobre o dólar (com estímulos, mais dólares circulando) caem por terra. Com isso, a divisa norte-americana ganha força em relação ao euro.
A dinâmica por aqui é outra, afinal, nosso câmbio não é puramente flutuante (com intervenções maçicas do Banco Central) e nosso mercado segue a sua dinâmica própria (diante de especulações eleitorais).
Nesse universo paralelo do dólar x real, o impacto eleitoral vai dominar as flutuações de curto prazo, diante do óbvio binômio Aécio (real em alta) vs. Dilma (real em queda). Estruturalmente, porém, os fundamentos - que prevalecem no longo prazo - apontam para um só lado: de um dólar mais forte em relação ao real.
03:18- A (concorrida) debutante

Lembra da Ouro Fino? A corajosa debutante, única abertura de capital (IPO) até então na Bolsa brasileira em 2014?
Conversamos anteriormente sobre isso aqui no M5M, especificamente sobre como ações em média costumam subir na estreia - o que se deve tanto a aspectos psicológicos quanto esforços do coordenador da oferta em empurrar para cima as cotações... Uma alta na estreia confere a sensação de operação bem sucedida. Como a primeira impressão costuma ser marcante, que seja positiva...
Mas há outros elementos em jogo. Segundo informações da Agência Estado, a demanda pelo IPO da Ouro Fino já supera em 1,5 vez o número de ações ofertadas, o que aumenta as chances de a oferta ser bem-sucedida.
As reservas foram encerradas na véspera - não faltou alerta. Agora, o dia do juízo é na próxima terça-feira, data de estreia de OFSA3 na Bolsa.
Desafio da sexta-feira: qual você acha que será o desempenho de OFSA3 no pregão de estreia, variação percentual?
Repostas aqui, até a meia-noite desta sexta-feira.
Os cinco leitores que chegarem mais perto da efetiva variação ganharão de presente o relatório especial sobre o IPO, que traz informações importantes sobre a empresa - para além da estreia. Resultado (e relatório) na próxima quarta-feira.

04:11- Dicas culturais que fazem bem ao bolso
Muita gente tem perguntado o que raios é a “Cartas da Iguatemi” ou, o que a Empiricus tem a ver com a “CarroInvest”.
“Agora estão querendo opinar sobre carros também, quem vocês pensam que são?”
A Cartas da Iguatemi é uma empresa irmã da Empiricus, voltada para finanças pessoais. Explora temas como aposentadoria, finanças femininas (comentei sobre isso essa semana) e carros.
São assuntos de extrema importante, muitos com lacuna de conteúdo em nichos específicos.
Você sabia, por exemplo, que pode passar certa de 1 mês inteiro do ano dentro do carro? Ou, que o custo anual para manter um carro de R$ 30 mil chega em média a R$ 9 mil?
A ideia da Cartas da Iguatemi é falar de finanças de forma mais abrangente, por isso é feito por uma empresa separada, e por outras pessoas.
Se para falar de eleições fomos buscar o Fernando Abrucio, principal cientista político da FGV, sobre finanças femininas que dá a ordem é a especialista Carolina Sandler.
Por sua vez, o CarroInvest é um projeto inovador, que saiu da cabeça do Lipe Paíga e do Henrique Koifman, os apresentadores do programa “Oficina Motor”. Eu, que gosto de carros, recomendo fortemente a leitura. Mas também reconheço para quem não gosta. Aposto que você nunca viu conteúdo sobre o assunto com esta abordagem.

 

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