Receita da Bovespa dispara com turbulências eleitorais


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O acirramento na corrida presidencial, que sacudiu os mercados nas últimas semanas, já elegeu pelo menos uma vencedora: a BM&FBovespa. A oscilação no preço das ações e dos juros aumentou os volumes negociados na bolsa e provocou uma onda de revisões nas projeções para os resultados da empresa, em um ano até então dado como perdido pelos analistas.
A média diária de negócios no mercado de ações brasileiro aumentou 23% em agosto na comparação com o mês anterior, de R$ 6 bilhões para R$ 7,45 bilhões. Quando considerados apenas os pregões realizados após a morte de Eduardo Campos, em 13 de agosto, o volume médio sobe para quase R$ 8,5 bilhões, um avanço de 41%. As operações com derivativos apresentam movimento semelhante.

Desde a mínima do ano, em 14 de março, o Ibovespa, principal índice da bolsa, acumula ganho de quase 30%, apesar da queda de 6% na semana passada. A alta é atribuída à mudança no quadro eleitoral e ganhou força com a entrada de Marina Silva na disputa. Entre os investidores, há a expectativa de mudanças na condução da política econômica em um eventual governo da candidata do PSB.
A BM&FBovespa tende a se beneficiar do aumento no volume de negócios em momentos de volatilidade do mercado. Mesmo em pregões nervosos como o de sexta-feira, quando o Ibovespa registrou queda de 2,42%, o volume de negócios foi de R$ 9,8 bilhões, muito acima da média registrada nos meses anteriores.
A última vez em que as eleições mexeram fortemente com os mercados foi em 2002, na primeira vitória de Luiz Inácio Lula da Silva. Na época, BM&F e Bovespa ainda eram entidades fechadas. Elas só passaram a ter fins lucrativos cinco anos depois.

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