Preço e crédito reanimam mercado de carros usados


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Enquanto o mercado de carros novos encolhe, o de usados acelera. De janeiro a julho, foram vendidos 5,57 milhões de veículos usados, um avanço de 5,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já as vendas no segmento de carros novos recuaram 8,3%, com 1,87 milhão de unidades comercializadas.
Três razões explicam o descompasso entre os dois mercados. A primeira é que os preços dos carros novos subiram graças à obrigatoriedade de inclusão de itens como airbags e freios ABS. Além disso, tem sido mais fácil obter crédito para a compra de carros usados. Os bancos aumentaram os índices de aprovação desse tipo de financiamento.
No acumulado do ano até julho, foram desembolsados R$ 41,24 bilhões em crédito para compra de veículos usados, aumento de 1% em relação ao ano anterior. O dado inclui não só os automóveis, mas também as motos e os veículos pesados. No caso dos empréstimos para aquisição de carros novos, houve queda de 11,67% no mesmo período, segundo dados da Cetip, central que registra as garantias das operações de crédito.A terceira razão é que a baixa confiança do consumidor na economia tem favorecido o avanço do veículo seminovo. "Houve uma redução na demanda por crédito devido ao baixo crescimento do país. As pessoas estão procurando financiar valores menores, o que favoreceu os usados", explica João Teixeira, presidente do Banco Votorantim, líder do financiamento de veículos usados.
Apesar do melhor desempenho, o comércio de usados está longe do período áureo do setor, em 2008, quando a proporção de carro usado para cada novo financiado era de 2,9, enquanto hoje é de apenas 1,5.

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