Investimento em 2015 independe de resultado eleitoral


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Independentemente do resultado da eleição presidencial, o próximo ano deverá assistir a um aumento nos investimentos do setor privado, conforme empresários e executivos de grupos nacionais e estrangeiros reunidos ontem, em São Paulo, na cerimônia de entrega dos prêmios do anuário "Valor 1000", que aponta as empresas de melhor desempenho em 26 setores da economia.
O presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, é um dos que esperam mais investimentos. "[A retomada] vem de qualquer forma no ano que vem", previu. Para ele, há um fluxo de investimentos em concessões que devem maturar em 2015. Além disso, "o agronegócio vai seguir como locomotiva do país".
Muitos dos cerca de 800 empresários e executivos presentes à cerimônia concordam, também, que seja quem for o eleito terá de adotar uma agenda de correções na economia. Walter Schalka, presidente da Suzano Papel e Celulose, diz que qualquer um dos presidenciáveis - Dilma Rousseff, Aécio Neves ou Marina Silva - terá de fazer ajustes no chamado tripé da economia do país: câmbio, inflação e superávit primário. "Não há jeito. Terá de ser um ajuste ortodoxo", disse.O presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias, disse que a empresa está "otimista, mas com os pés no chão". O Grupo Balbo, dono de três usinas de cana, pretende investir cerca de R$ 30 milhões em 2015, menos do que a média de R$ 78 milhões dos últimos anos. "Poderemos investir um pouco mais, dependendo de quem for eleito", disse Clésio Antonio Balbo.
Entre os dirigentes das 26 empresas premiadas, a opinião majoritária é de que o próximo presidente deve adotar como prioridade a reforma tributária. O segundo ponto são os investimentos em infraestrutura.
Em seu discurso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o "Valor 1000" evidencia a eficiência das empresas, mesmo em tempos adversos, citando o impacto muito negativo da seca do ano passado e deste ano e os mercados externo e interno mais retraídos. Para ele, frente à crise, o Brasil teve um bom desempenho na comparação com outros países do G-20, com desaceleração menor do que China e Índia.

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