Impostos afetam ricos norte-americanos e vendas de luxo caem


Os americanos com alta renda estão demonstrando avareza porque o efeito positivo de riqueza de um mercado de ações em recuperação é afetado pelo aumento de impostos

Anna-Louise Jackson e Anthony Feld, da 

Getty Images
Baile da Tiffany %26 Co. em abril de 2013
Luxo: ambiente de vendas enfraquecido já que os clientes lidam com impostos mais elevados
São Paulo - Os americanos com alta renda estão demonstrando certa avareza porque o efeito positivo de riqueza de um mercado de ações em recuperação está sendo afetado pelo aumento de impostos.
No passado, os lucros do mercado de ações aceleraram as vendas de varejo, inclusive para Saks Inc. e Nordstrom Inc., atendendo clientes com renda de mais de US$ 100.000, disse Liz Dunn, analista do Macquarie Group em Nova York.
Essa relação é menos evidente agora, pois essas empresas descrevem um ambiente de vendas enfraquecido já que os clientes lidam com impostos mais elevados, de acordo com Dunn.
"Para a maioria, estivemos em um ambiente estático de impostos por alguns anos e agora isso está mudando", disse ela. "Esse é o fator que realmente mudou no varejo de luxo".
No dia 16 de maio, a Nordstrom com sede em Seattle informou lucros e receitas que fugiram do consenso das estimativas dos analistas para o período encerrado em 4 de maio, e sua previsão de vendas do ano inteiro diminuiu.
A Tiffany Co. experimentou algo "um pouco mais suave" do que as vendas antecipadas nas Américas durante os três meses que terminaram em 30 de abril, disse Mark Aaron, vice-presidente de relações com investidores, em uma conferência telefônica dia 28 de maio.
Apesar de que o lucro de 70 centavos por ação -excluindo despesas relacionadas a iniciativas de redução de custos– supere a média de 53 centavos das estimativas dos analistas compiladas pela Bloomberg, a joalheria de Nova York não aumentou suas perspectivas para os resultados de todo o ano.
Algumas categorias de gastos dos consumidores agora estão se mantendo melhor que o varejo de luxo, disse Dan Popowics, gerente de portfólio da Fifth Third Asset Management, que administra US$ 6,6 bilhões.
Embora as preocupações de alguns clientes possam ter "aliviado um pouco" durante o trimestre fiscal encerrado em 4 de maio, a Saks ajudou a impulsionar as vendas aumentando o desconto em um evento promocional para amigos e família, disse Steve Sadove, executivo chefe da Saks.
Sinais encorajadores
Há alguns sinais encorajadores dos varejistas de luxo. A Nordstrom viu melhoria em abril após seu primeiro trimestre fiscal ter começado com "tendências de vendas mais suaves", disse o diretor executivo de finanças Michael Koppel, em uma conferência telefônica em 16 de maio.
Michael Kors informou que as vendas de lojas equivalentes aumentaram 35 por cento na América do Norte durante os três meses que terminaram em 30 de março, o 28º trimestre consecutivo de crescimento, disse o diretor executivo John Idol em uma conferência telefônica dia 29 de maio.

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