3 mitos sobre empréstimos que os empreendedores acreditam


Especialista Rodrigo Zeidan lista o que os empreendedores mais temem ao pedir um empréstimo

Editado por Camila Lam, de 
Marcos Santos/USP Imagens
Dinheiro: pessoas seguram notas de Real
Quais são os mitos sobre empréstimos?
Respondido por Rodrigo Zeidan, especialista em finanças
Às vezes, donos de pequenas empresas não percebem que os empréstimos podem ser vantajosos para o crescimento do seu negócio. Abaixo, veja quais são os principais mitos sobre o assunto.
1. Contrair dívida significa que a empresa está indo mal
Gerações antigas acreditavam que tomar empréstimos significava por o negócio em uma espiral descendente. O empresário brasileiro ainda considera que a melhor forma de crescimento é via reinvestimento do lucro. 

Mas, o capital tomado de terceiros, se utilizado para investimentos sólidos e bem avaliados, pode ser uma fonte importante de recursos, ainda mais em um cenário de taxas de juros em queda. Não significa declínio - pelo contrário, significa maior perspectiva de crescimento futuro.
2. Prefere ter controle do que crescer
O empresário brasileiro vive uma dicotomia entre controle e crescimento. Se forçado a escolher entre os dois, geralmente opta pelo controle à revelia do crescimento.Empreendedores brasileiros  consideram que estão adquirindo um sócio oculto que limita seu poder de decisão quando fazem um empréstimo.

Com a sofisticação do mercado de capitais, empresários hoje têm à disposição várias formas de captar recursos de terceiros, via debêntures, empréstimos de longo prazo em bancos de desenvolvimento e mesmo linhas de bancos comerciais com juros mais amenos que no passado. 
3. O custo de capital de terceiros é maior
Um bom empresário tem de conciliar três papéis: o de industrial (ou comercial), presidente e investidor. No último caso, o dono deve ser remunerado pelo custo de oportunidade do seu dinheiro na empresa. Embora o capital de terceiros seja oneroso, o capital próprio apresenta mais riscos, já que o patrimônio do empresário na empresa é ilíquido e sua fonte de recursos, escassa.

Assim, o capital próprio é mais caro que o capital de terceiros que, inclusive, apresenta benefícios fiscais. A empresa deve buscar o equilíbrio entre capital próprio e de terceiros por meio de uma estrutura de capital saudável que maximize as possibilidades de crescimento sem aumentar a possibilidade de falência.

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