Santander Brasil sofre queda de 29,5% no lucro do 1º tri


Banco divulgou lucro de R$ 609 milhões no primeiro trimestre do ano


Antonio Milena/EXAME
Santander
Santander: índice de inadimplência de operações de crédito apresentou alta de 1% no período
São Paulo - O Santander Brasil divulgou nesta quinta-feira queda de 29,6 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre sobre o mesmo período de 2012, em meio a aumento de provisões para perdas com crédito e elevação da inadimplência.
A unidade brasileira do banco espanhol divulgou lucro líquido de 609 milhões de reais para os três primeiros meses do ano, comparado a resultado positivo um ano antes de 865 milhões de reais.
Em termos recorrentes, o resultado positivo da instituição somou 1,519 bilhão de reais, quedas de 14,4 por cento na comparação anual e de 5,5 por cento sobre os três últimos meses de 2012. Analistas, em média, estimavam lucro recorrente de 1,33 bilhão de reais para o Santander Brasil.
O resultado foi divulgado depois que o banco informou na véspera troca de comando, com a saída de Marcial Portela da presidência e entrada de Jesús Zabalza.
O banco apurou crescimento anual de 6,2 por cento na carteira de crédito, para 211,7 milhões de reais, mas as provisões para perdas com calotes subiram 9,1 por cento, para 3,37 bilhões de reais.
Enquanto isso, o índice de inadimplência de empréstimos vencidos há mais de 90 dias subiu 1 ponto percentual, para 5,8 por cento, ficando também acima do indicador do quarto trimestre, de 5,5 por cento.
Na segunda-feira, o Bradesco divulgou aumento de 4,5 por cento no lucro líquido do primeiro trimestre, para 2,919 bilhões de reais, com alta de 11,6 por cento na carteira de crédito e inadimplência praticamente estável em 4 por cento.
O Santander registrou ainda uma queda de 5,2 por cento na margem financeira bruta, para 7,66 bilhões de reais, enquanto o índice de retorno sobre o patrimônio líquido, excluindo ágio, recuou de 14,6 no primeiro trimestre de 2012 para 12 por cento no fim de março.
Já as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias cresceram 9,1 por cento sobre um ano antes, para 2,699 bilhões de reais, enquanto as despesas gerais ficaram praticamente estáveis, em 3,891 bilhões.

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