Petrobras negocia com LLX uso do porto do Açu



A Petrobras está mais próxima do Açu, o grande projeto portuário em construção pelo empresário Eike Batista no litoral norte do Rio de Janeiro. Ontem, a presidente da estatal, Graça Foster, e o presidente da LLX, Marcus Berto, confirmaram negociações que devem levar a empresa a se instalar no Açu. As tratativas estão avançadas e a tendência é a Petrobras usar o porto como base de apoio "offshore" para suas plataformas de petróleo. Esse é o primeiro passo de um acordo que poderá ser ampliado no futuro, incluindo, por exemplo, operações de transbordo e estocagem de petróleo. As discussões vêm se desenvolvendo em bases técnicas há cerca de três meses.
Ontem, o Valor visitou as obras do porto do Açu, em curso há seis anos e agora bastante avançadas. A parte onde se concentram os prestadores de serviço para a indústria de petróleo e gás começará a operar ainda neste ano. A OSX, estaleiro ligado ao grupo EBX, também prevê iniciar suas atividades em 2013.
A outra parte do Açu, que deu origem ao porto, é o terminal voltado para a exportação de minério de ferro da Anglo American, cujos primeiros embarques devem ocorrer só no fim de 2014. Esse terminal, o TX1, é acessado por uma ponte de cerca de três quilômetros que está pronta e começará operando com dois berços - mas já está prevista a expansão para quatro berços, que poderão movimentar 100 milhões de toneladas de minério de ferro por ano.
O plano é construir cinco berços só para as operações de petróleo. O terminal de minério foi construído pela LLX Minas-Rio, uma parceria em que a LLX tem 51% e a Anglo American, 49%. Foi acertado entre as empresas que os investimentos adicionais de R$ 400 milhões para a operação de petróleo no quebra-mar serão feitos pela LLX.
Há 8 mil trabalhadores nos projetos do Açu, que segue o conceito do porto-indústria ao estilo de Roterdã, na Holanda, e Antuérpia, na Bélgica, com terrenos ocupados por indústrias nas retroáreas dos portos. A LLX assinou memorandos de entendimentos com mais de 70 empresas, mas até agora pouco mais de uma dezena fechou contratos de arrendamento de áreas, a maioria delas ligada à indústria de petróleo e gás.

.