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-AMBIENTE MACROECONÔMICO
Mundo
Em março, o acordo oferecido ao Chipre pela União Europeia estipulou, entre outros, importante contribuição dos depósitos para a recapitalização dos dois principais bancos, sugerindo a possibilidade da utilização do instrumento em eventuais novos resgates dentro da zona do euro. Entendemos que o precedente estabelecido é negativo, embora não observemos a necessidade iminente de auxílio a nenhum país.

Nos EUA, os dados indicam bom desempenho da atividade, apesar do ajuste fiscal em curso.

Por fim, na Ásia, a produção industrial vem mostrando certa acomodação neste trimestre.

Mantemos o nosso cenário, acreditando em crescimento global moderado, com viés de alta, e baixo risco de ruptura.


Brasil
Os índices de preços continuaram a se deteriorar, mesmo com a redução nas tarifas de energia elétrica exercendo a maior parte de seu impacto deflacionário no indicador divulgado no último mês. Esta dinâmica levou o governo a anunciar nova desoneração, desta vez sobre itens da cesta básica, visando afetar a inflação no curto prazo. Apesar de a surpresa inflacionária ter levado o Banco Central a elevar substancialmente suas previsões de inflação para este ano, sua comunicação aponta um ciclo de aperto monetário apenas modesto e cujo início não seria iminente. Dada a atual estratégia do governo, esta atuação seria complementada, eventualmente, por desonerações adicionais nos próximos meses.

O mercado de juros seguiu com grande volatilidade em virtude das incertezas quanto à atuação do Banco Central em cenário de inflação alta e retomada tímida da atividade.

Após novamente testar o nível de BRL 1.95/USD, o Banco Central interveio pela 3ª vez, definindo um piso informal para a moeda estrangeira. Os dados do balanço de pagamentos continuam se deteriorando, com a balança comercial acumulando, no primeiro trimestre, um saldo deficitário de USD 5.1 bilhões. Acreditamos que a moeda brasileira deverá continuar operando no intervalo de 1.95/2.05, mesmo com a piora dos fundamentos, uma vez que a autoridade monetária não irá permitir desvalorizações mais fortes da moeda para não prejudicar as expectativas inflacionárias.

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