Glossário Financeiro completo letra "D "

DATA-BASEÉ o último dia do mês ou semestre civil (Independentemente de ser dia útil ou não), com base no qual são elaboradas as demonstrações financeiras e demais informações solicitadas.
DATA-LIMITEÉ o prazo regulamentarmente concedido para a entrega/fornecimento das informações solicitadas pelo Banco Central. Sempre que a data-limite coincidir com dia não útil, fica ela automaticamente postergada para o dia útil imediato.
Day-tradeComprar e vender, no mesmo dia, a mesma quantidade de títulos de uma empresa, utilizando para isso a mesma Corretora e também o mesmo Agente de Compensação. A diferença do preço de compra para o preço de venda, multiplicado pela quantidade das ações (considerando também as taxas da operação e os impostos), é o resultado do day trade.
DCBBônus de Conversão de Dívida (Debt Conversion Bond)
Dealer de câmbioSão os bancos por meio dos quais o Bacen atua no mercado de câmbio, são escolhidos dentre as instituições autorizadas a operar em câmbio, segundo critérios de volume de negócios e qualidade na prestação de informações ao Banco Central (Carta Circular 3.027).
Dealer do Mercado AbertoBancos ou corretoras por meio dos quais o Bacen atua no mercado aberto; são 22 instituições selecionadas duas vezes ao ano segundo critérios de volume de negócios e qualidade na prestação de informações ao Banco Central (Circular 3.053).
DealersInstituições financeiras que atuam, por sua conta e risco, no mercado financeiro intermediando operações de compra e venda de títulos.
DebêntureTítulo de crédito ao portador originário de um empréstimo contraído por uma empresa, cujos direitos do detentor do papel encontram-se especificados no documento de emissão.
DefaultAtraso ou não pagamento de título ou cupom na data de vencimento do mesmo. Declaração de insolvência do devedor, decretada pelos credores quando as dívidas não são pagas nos prazos estabelecidos.
DenominaçãoValor de um item de numerário (cédula ou moeda). Exemplos: R$ 1 (um real), R$ 5 (cinco reais), R$ 0,01 (um centavo).
DepositárioUm agente cujo papel fundamental consiste em registrar valores mobiliários, seja em forma física ou eletrônica, e manter um registro da propriedade de tais valores mobiliários.
Depositário central de valores mobiliáriosUm serviço (ou instituição) para conservar os valores mobiliários e permitir que as operações com os mesmos sejam processadas mediante o sistema de registro em livros. Os valores mobiliários físicos podem estar imobilizados no depositário ou podem estar desmaterializados (ou seja, que existem somente como registros eletrônicos). Além da função de salvaguarda, um depositário central de valores mobiliários pode incorporar funções de comparação, compensação e liquidação.
Depósito (custódia de numerário)Operação de recebimento de numerário na custódia, na qual numerário monetizado é transformado em não-monetizado, por intermédio de um crédito na conta reservas bancárias a favor da instituição bancária depositante, realizado pelo SPB. Origina-se de instituições bancárias, exclusivamente.
Depósito PrévioValor exigido dos bancos comerciais, dos bancos múltiplos com carteira comercial e das caixas econômicas para participação nas sessões diárias da Centralizadora da Compensação de Cheques e Outros Papéis-Compe.
Depósitos à vista - Componente da DLSPDepósitos à vista de estados, municípios, empresas estatais e agências descentralizadas junto ao sistema financeiro
Deságio, recorte (haircut)A diferença entre o valor de mercado de um título valor e seu valor como garantia. Os emprestadores de fundos fazem deságio para proteger o emprestador, caso surja a necessidade de liquidar a garantia devido a perdas originadas por quedas no valor de mercado do título.
DesmaterializaçãoA eliminação de certificados físicos ou documentos de titularidade que representam a propriedade dos valores mobiliários de modo que os mesmos existem somente como registros contábeis.
DieeseDepartamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos
Direcionamento da PoupançaAplicações obrigatórias em financiamentos imobiliários dos recursos captados em caderneta de poupança pelas instituições integrantes do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo-SPBE;
Discount bondO Discount Bond (Bônus com Desconto) foi emitido como parte da renegociação da dívida brasileira em 1994 (Plano Brady) e tem vencimento em 2024. O bônus foi emitido em troca de dívida antiga, com desconto de 35% sobre o valor de face (daí seu nome), tem amortização única ao final do trigésimo ano e paga coupons de Libor (London Interbank Offered Rate) de seis meses, mais 0,8125% ao ano. O Discount Bond tem garantia total de principal (com títulos do Tesouro norte americano servindo como colateral)e garantia parcial de juros.
Discount notesobrigações de curto prazo emitidas pelas agências governamentais e supranacionais. Suas emissões têm vencimentos de até 1 ano, e são negociadas pelo desconto sobre o valor de face, como os treasury bills.
DísticoCada uma das inscrições que constituem o texto da cédula ou da moeda metálica. Pode indicar o valor, o emissor, o fabricante, a data etc.
Dívida Bancária - Componente da DLSPEmpréstimos e financiamentos feitos por instituições financeiras públicas e privadas ao setor público não financeiro
Dívida bruta do governo geralA dívida bruta do governo geral abrange o total dos débitos de responsabilidade do Governo Federal, dos governos estaduais e dos governos municipais, junto ao setor privado, ao setor público financeiro, ao Banco Central e ao resto do mundo. Os débitos de responsabilidade das empresas estatais das três esferas de governo não são abrangidos pelo conceito. Os débitos são considerados pelos valores brutos, sendo as obrigações vinculadas à área externa convertidas para reais pela taxa de câmbio de final de período (compra). Os valores da dívida mobiliária do Governo Federal (que abrange dívidas securitizadas e carteira de títulos públicos federais no Banco Central), são calculados com base na posição de carteira, que não leva em consideração as operações compromissadas realizadas pelo Banco Central. São deduzidos da dívida bruta do Governo Federal os créditos representados por títulos públicos que se encontram em poder de seus órgãos da administração direta e indireta, de fundos públicos federais, dos estados e dos municípios, a saber: aplicações da previdência social em títulos públicos, aplicações do FAT e outros fundos em títulos públicos e aplicações dos estados em títulos públicos federais. Analogamente, são deduzidas da dívida dos governos estaduais e dos municipais, as parcelas correspondentes aos títulos em tesouraria.
Dívida externaDívida pública externa de curto, médio e longo prazos líquida de reservas internacionais e garantias.
Dívida externa não registradaAgrega as operações de dívida sem registro no Banco Central, como linhas de crédito de comércio de curto prazo.
Dívida externa registradaAgrega as operações de dívida que devem ser registradas no Banco Central.
Dívida externa totalEquivale a soma das dívidas externas registradas e não registradas.
Dívida mobiliária do Banco CentralDívida pública interna do Banco Central do Brasil constituída pelos títulos públicos de sua emissão registrados no Sistema Eletrônico de Liquidação e Custódia (Selic), colocados e resgatados em moeda nacional. Atualmente, existe apenas as Notas do Banco Central - série E e F, indexadas ao câmbio. O Banco Central do Brasil, por força da Lei Complementar nº 101, não mais emitirá títulos públicos.
Dívida mobiliária do Tesouro NacionalDívida pública interna do Tesouro Nacional constituída pelos títulos públicos de emissão do Tesouro Nacional registrados no Sistema Eletrônico de Liquidação e Custódia (Selic) ou na Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos (Cetip), colocados e resgatados em moeda nacional.
Dívida mobiliária líquidaDívida mobiliária de estados e municípios em mercado, descontados os títulos em tesouraria.
Dívida securitizadaTítulo de responsabilidade do Tesouro Nacional, emitido em decorrência de assunção e renegociação de dívidas da União ou por ela assumidas por força de lei.
Dívidas reestruturadasDívidas de estados, municípios e estatais junto à União decorrentes de operações de crédito externo assumidas pela União relativas aos avisos MF-30 de 29/8/1983, ao BIB, ao Clube de Paris, à divida de médio e longo prazo (DMLP) e ao Programa de Modernização do Setor de Saneamento (PMSS).
Dívidas securitizadasInclui os certificados de privatização (CP), que são títulos de emissão do Tesouro Nacional utilizáveis na compra de ações de empresas estatais no âmbito do Programa Nacional de Desestatização, as dívidas vencidas e renegociadas (DVR), que constituem em dívidas vencidas da União e de empresas estatais, assumidas e renegociadas pelo governo federal mediante securitização com emissão de títulos registrados no Cetip, e os títulos da dívida agrária (TDA) em mercado, que foram emitidos pelo Tesouro Nacional nos processos de desapropriação de terras para reforma agrária.
DLSPA DLSP é definida como o balanceamento entre as dívidas e os créditos do setor público não-financeiro e do Banco Central. Os saldos são apurados pelo critério de competência, ou seja, a apropriação de encargos é contabilizada na forma pro rata, independente da ocorrência de liberações ou reembolsos no período. Eventuais registros contábeis que não utilizam esse critério são corrigidos para manter a homogeneidade da apuração. A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) é utilizada como base para o cálculo do déficit público "abaixo da linha". Os saldos da dívida externa brasileira são primeiramente convertidos para dólar americano, e posteriormente convertidos para reais pela cotação de venda do dólar dos Estados Unidos no mercado de câmbio de taxas livres. Diferentemente de outros países, o conceito de dívida líquida utilizado no Brasil considera os ativos e passivos financeiros do Banco Central, incluindo, dessa forma, a base monetária como componente da dívida, principalmente, pelo fato de constituir forma de financiamento, como será desenvolvido no item das necessidades de financiamento do setor público.
DOC-CÉ um documento para transferência de valores  entre contas-correntes da mesma ou de diferentes instituições. Sua utilização para transferência de valores para contas de poupança não é de aceitação obrigatória pelos bancos.
Dólar futuroDólar negociado na BM&F, para liquidação futura.
Dólar prontoDólar negociado no mercado à vista, geralmente com liquidação em dois dias úteis (D2).
DRCI (Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional)Subordinado à Secretaria Nacional de Justiça (SNJ) do Ministério da Justiça, tem como principais funções analisar cenários, identificar ameaças, definir políticas eficazes e eficientes, bem como desenvolver cultura de combate à lavagem de dinheiro. Essas funções têm como objetivo a recuperação de ativos enviados ao exterior de forma ilícita e de produtos de atividades criminosas, tais como as oriundas do tráfico de entorpecentes, do tráfico ilícito de armas, da corrupção e do desvio de verbas públicas. Além disso, o DRCI é responsável pelos acordos internacionais de cooperação jurídica internacional, tanto em matéria penal quanto em matéria civil, e figura como autoridade central no intercâmbio de informações e de pedidos judiciais por parte do Brasil.
Duração (duration)Medida da mudança no valor de um instrumento financeiro em resposta a uma variação nas taxas de juros.
DVP 1Corresponde à transferência dos títulos do vendedor para o comprador simultaneamente à transferência de recursos do comprador para o vendedor. Neste modelo, as operações de transferência de títulos e de recursos são efetuadas uma a uma pelo seu valor bruto em tempo real.

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