Gávea, de Armínio Fraga, aposta em FIDC de empresas de risco


Rendimento dos títulos de dívida é de 2,25 pontos percentuais acima do Certificado de Depósito Interbancário

Gabrielle Coppola e Adriana Chiarini, da 
Oscar Cabral/Veja
Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central
Armínio Fraga: “Os FDIC, fundos de private equity, vem aí ajudar", afirmou o ex-presidente do BC após ter dito que o BNDES precisará de ajuda do setor privado
São Paulo - Um fundo da Gávea Investimentos Ltda., fundada pelo ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, levantou no mês passado R$ 1 bilhão com investidores para comprar dívidas de curto prazo de empresas sem rating e emprestar a elas em prazo mais longo.
A cota sênior do Gávea Crédito Estruturado FIDC tem rendimento 2,25 pontos percentuais acima do Certificado de Depósito Interbancário, ou cerca de 9,20 por cento. Fundos atrelados a empréstimos para empresas sem grau de investimento nos Estados Unidos rendem em média 3,75 pontos percentuais acima da taxa Libor de oferta, ou cerca 4,04 por cento, segundo o JPMorgan Chase & Co.
O apetite de investidores por títulos de dívida com maior risco e retorno aumentou após o País realizar o maior corte de juros entre economias industrializadas, mesmo diante da desaceleração do crescimento. O fundo da Gávea, similar a outros criados pelo Banco Itaú BBA e Vinci Partners nos últimos dois anos, oferece uma alternativa para empresas muito pequenas, desconhecidas ou arriscadas para acessarem o mercado de capitais ou procurarem financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.
“Já está chegando o dia em que o BNDES vai precisar de ajuda do setor privado”, disse Fraga em entrevista por telefone do Rio de Janeiro em 4 de fevereiro. “Os FDIC, fundos de private equity, vem aí ajudar.”

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