Lucro do Santander no Brasil despenca 15,2% em 2012


A filial brasileira do grupo espanhol terminou o ano passado com lucro de 2,121 bilhões de euros

Fernando Nakagawa e correspondente, do 
Divulgação
fachada de agência do Santander
Santander: mesmo com a queda do lucro, o Brasil aumenta a vantagem como unidade mais lucrativa da instituição financeira espanhola
Londres - O espanhol Banco Santander anunciou que a filial brasileira do grupo terminou o ano passado com lucro de 2,121 bilhões de euros. O resultado é 15,2% menor do que o ganho observado um ano antes. Em 2011, o ganho financeiro do Santander Brasil havia somado 2,610 bilhões de euros.

Apesar da queda do lucro, o balanço do grupo espanhol mostra que a margem líquida do banco no Brasil subiu 8,4% em um ano e somou 10,685 bilhões de euros em 2012. O índice de eficiência da filial caiu de 37,6% para 35,3%. O balanço mostra, ainda, que o retorno sobre o patrimônio (ROE) caiu de 23,26% em 2011 para 17,85% no ano passado.
Mesmo com a queda do lucro, o Brasil aumenta a vantagem como unidade mais lucrativa da instituição financeira espanhola. Isso porque o desempenho das outras unidades foi mais negativo. Segundo o balanço, a unidade brasileira foi responsável por 26% do lucro total do grupo.
A fatia do lucro nacional é quase o dobro do desempenho da matriz espanhola, que foi responsável por 15% do resultado financeiro.
O resultado do grupo na Europa continental - que inclui Espanha, Alemanha, Portugal, Polônia e outros países - gerou o equivalente a 27% do lucro, bem perto do resultado da unidade brasileira. Entre os demais mercados, Reino Unido foi origem de 13% do lucro e Estados Unidos responderam por 10% do resultado.
Inadimplência
A filial brasileira do banco registrou aumento da inadimplência no quarto trimestre de 2012. Segundo o vice-presidente do grupo, Alfredo Sáenz, o porcentual das operações de crédito em atraso no Brasil atingiu 6,86% em dezembro de 2012. O nível de calote no País é maior do que o registrado na sede espanhola, que sofre fortemente com a crise financeira.
O balanço divulgado nesta quinta-feira mostra piora dos calotes no Brasil, já que a inadimplência estava em 6,79% em setembro. Um ano antes, em dezembro de 2011, a taxa estava em 5,38%. Com o aumento do nível de calote no fim do ano passado, a filial amarga o quinto trimestre consecutivo de piora da inadimplência.
Segundo Sáenz, o aumento da inadimplência trimestral no Brasil e na Espanha - que passou de 6,38% para 6,74% - ajudou a elevar o nível médio de calote do grupo, que passou de 4,33% no 3º trimestre para 4,54% no 4º trimestre de 2012.

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