Agenda do investidor 2013

Perspectivas  ADVFN 2013

Internacional

No plano internacional encontramos três condicionantes maiores. A possibilidade de ocorrência de abismo fiscal na economia americana (felizmente de resolução no curto prazo) que pode lançar o país em processo recessivo, as novas diretrizes de política monetária e econômica dos novos governos da China e Japão, e ainda a atuação do BCE (Banco Central Europeu) e outros organismos multilaterais (incluindo fundos de resgate) em lidar com a crise em bom tempo e hora, o processo recessivo em curso e estímulos que serão concedidos. A recuperação deve ocorrer, porém de forma assimétrica e com alguns acidentes de percurso. Inflação e juros não parecem ser problemas em 2013, permanecendo baixos por todo o ano.

Brasil

No cenário local, em que pese o governo insistir que não houve (e não haverá) mudanças nos fundamentos (câmbio, inflação e política fiscal), vemos mudanças no modelo de crescimento. Sai de cena o endividamento familiar e crédito abundante para consumo e entra em cena investimentos em infraestrutura e mais desonerações. Em nossa visão será preciso agregar os investidores estrangeiros no processo, não deixando somente a cargo do BNDES esse ônus de prover e preparar o crescimento futuro. O governo volta a prever crescimento de 4%, enquanto nós, com maior modéstia, acreditamos que ficaremos mais próximos de 3%. A inflação deve permanecer alta e fora do centro da meta de 4,5% (próxima de 5,5%), o que limita novas atuações na redução dos juros.

Renda Fixa ou Variável

Numa perspectiva setorizada, acreditamos que os investimentos em renda variável possam ser privilegiados em relação aos de renda fixa, com migração de recursos para ações e fundos de maior grau de risco. Diante disso, apontamos setores que podem andar melhor em 2013: commodities, bancos, varejo, infraestrutura e construção.

Commodities e Bancos

Os segmentos ligados a commodities podem ter performance melhor em 2013, diante desse quadro de retomada ainda tímida da recuperação econômica global. Lembramos que essas ações têm maior presença na composição do Ibovespa. Outro setor que pode seguir bem em 2013 é o bancário, com destaque para os bancos privados de maior porte. Afinal, o Banco Central projeta crescimento de empréstimos de 14% em 2013.

Varejo

O segmento de consumo pode continuar sendo beneficiado por desonerações e reduções de carga fiscal, já que são efeitos pontuais importantes para o governo. Porém, o endividamento das famílias ainda está elevado, o que limita pressões de demanda maiores e o emprego já está próximo de pleno. Além disso, essas ações carregam o bom desempenho de 2012 como limitador de novas arrancadas.

Infraestrutura e Construção

Finalmente, como o governo parece priorizar o segmento de infraestrutura, as empresas ligadas a esse nicho se mostram como alternativas de investimentos. Todavia, exceto pelo setor siderúrgico e outras empresas isoladas, a liquidez começa a ficar precária, o que impõe maior cuidado à seleção de alternativas. Nesta mesma linha, podemos agregar algumas empresas do setor de construção civil, principalmente depois de ajustes durante 2012. 

2013 Será o Ano dos Fundos Multimercado

Os fundos multimercado se tornaram mais conhecidos no Brasil entre 2003 e 2007, quando a situação era de abundância de capital e expectativas de crescimento muito altas. Em 2012, os juros foram reduzidos a patamares muito baixos e a procura por fundos multimercado voltou a aumentar.

Para 2013, com o cenário de juros baixos e a preocupação para manter o poder de compra, diante de uma inflação persistentemente acima da meta de 4,5% ao ano, o patrimônio desta categoria de fundos deverá continuar crescendo.

O objetivo destes fundos é obter lucros a partir das distorções de preços de ativos de renda fixa ou renda variável. Espera-se que as oportunidades surgidas nas crises sejam bem aproveitadas e convertidas em ganhos. No ano de 2012, os bons fundos multimercado renderam mais de 15%, contra cerca de 8,3% do CDI. Confira alguns destaques, clique aqui.

Fundos de Ações, Sempre!

Quem investe em fundos de ações selecionados não pode reclamar de 2012, afinal obteve valorização acima de 25% (veja aqui), enquanto o país cresceu ínfimo 1% e a crise internacional propagava incerteza e aversão a risco pelo mundo todo. No Brasil, muitas ações fecharam o ano em campo negativo, como PDG, que caiu 40%, CSN desvalorizou 17%, Light teve queda de 16% e Petrobras, 7%. Quanto rendeu a sua carteira de ações?

Selecionar empresas para investir significa acompanhar os mercados do mundo inteiro 24h por dia, fazer visitas às empresas e fornecedores, conference calls com analistas, controlar os riscos com softwares sofisticados e, com essas informações, montar uma estratégia de investimento vencedora.

Você acha que consegue fazer tudo isso sozinho? Não espere 2014 para investir em fundos de ações!

Resumindo, sempre há oportunidades no mercado de ações. As principais vantagens de investir em ações através de fundos são diversificação, que reduz o risco total dos investimentos, e gestão profissional. Pagar taxa de administração e performance vale a pena, pois seus custos são muito mais transparentes, você ainda economiza e obtém resultados consistentes.

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