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sexta-feira, 6 de abril de 2012

A Receita está analisando o histórico de 5 anos de sua conta!



Lembre-se que a Receita Federal pode exigir seus resultados dos últimos 5 anos de operações, e caso você tenha tido algum lucro, sem recolher o imposto devido, a Receita poderá cobrar este imposto com 75% de multa.

Declarar prejuízos no Imposto de Renda

Você sabia que mesmo tendo prejuízos acumulados, é de extrema importância que você informe em sua declaração anual, caso contrário não poderá utiliza-los para compensar em lucros futuros?Prejuízos acumulados não expiram nunca, então se você parar de investir hoje, e voltar a investir em 2020, poderá utilizar estes prejuízos para compensar os lucros futuros, desde que informe este prejuízo anualmente.
Lucros isentos de Imposto de Renda também devem ser declarados para justificar seus ganhos de capital, então mesmo que você não venda mais de R$20.000 em um mesmo mês, você deve declarar suas movimentações financeiras.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Construtoras e bancos se afastam na Bolsa



As ações de construtoras e bancos seguiram rumos opostos no pregão de ontem. De um lado, as ações da Brookfield (BISA3) registraram a maior alta do índice Ibovespa, enquanto as ações do Banco do Brasil (BBAS3) tiveram o pior desempenho do índice. A justificativa do mercado foi o anúncio do pacote de redução de juros e aumento da oferta de crédito feito pelo Banco do Brasil, que deve acirrar a concorrência no setor bancário nacional, levando a cotação de instituições financeiras a apresentar queda na Bolsa. Em contrapartida, as ações de construtoras acabaram se beneficiando com um cenário de aumento de crédito e queda dos juros. Especula-se que esse movimento do mercado tem o toque da mão forte do governo, aplicando recentes medidas para dar gás ao crescimento do PIB nacional neste ano.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Comunicado ao Mercado




HRT inicia discussões para parceria nos seus ativos exploratórios na Namíbia
Rio de Janeiro, 4 de abril de 2012 - A HRT Participações em Petróleo S.A. (a "Companhia" ou "HRT") (BM&FBOVESPA: HRTP3, TSX-V: HRP) anuncia o início das discussões com companhias de petróleo para avaliar uma possível parceria em sua área exploratória na Namíbia.
Através de suas subsidiárias, a HRT é operadora de dez blocos exploratórios e detém participação em outros dois blocos nas bacias offshore de Walvis, Orange e Namibe. Uma das maiores detentoras de área no oeste da África - seus ativos têm extensão territorial de 68.800 km² (17 milhões de acres) - a HRT concluiu recentemente a maior campanha sísmica 3D já realizada na costa da Namíbia. A campanha de perfuração está prevista para iniciar entre o 4T12 e o 1T13.
A HRT abriu um data room em Houston visando facilitar o acesso às informações disponíveis às empresas interessadas. A HRT America será responsável pela gestão do data room. O Citigroup Global Markets Inc, foi contratado como conselheiro estratégico da operação.
"O data room é mais um passo importante na história da HRT e auxiliará na campanha exploratória da Namíbia. Este é um ativo de grande potencial em uma das mais promissoras fronteiras de óleo e gás no mundo. A Companhia comprometeu-se com um grande volume de trabalho e dedicação para transformar esse projeto em realidade", comentou Marcio Rocha Mello, Diretor Presidente da HRT.
Para informações adicionais, entre em contato com a Área de Relações com Investidores da HRT.
Sobre a HRTO Grupo HRT é composto por uma das maiores empresas independentes de exploração e produção de óleo e gás natural do Brasil. A HRT Participações possui oito principais subsidiárias: a IPEX (Integrated Petroleum Expertise Company Serviços em Petróleo Ltda.), a HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda., a HRT Netherlands B.V., a HRT África Petróleo S.A., a HRT América Inc., a Air Amazônia Serviços Aéreos Ltda. e a HRT Canada Inc.. A Companhia detém 55% de participação em 21 blocos exploratórios localizados na Bacia do Solimões. A HRT também é operadora de dez blocos exploratórios na costa da Namíbia: oito blocos na Sub-Bacia de Orange e dois blocos na Sub-Bacia de Walvis. A HRT possui uma equipe composta por doutores e mestres em geologia, geoquímica, geofísica, biologia e engenharia, sendo a maioria deles ex-funcionários da Petrobras e da ANP. A HRT está comprometida em minimizar os possíveis impactos ambientais nos locais onde atua. O compromisso com as comunidades locais passa pela redução dos impactos das operações nas condições de saúde, segurança e qualidade de vida. Para mais informações acesse o site: www.hrt.com.br/ri.

OGX, vazamento de petróleo: Verdade ou mentira?



As ações da OGX Petróleo (OGXP3) fecharam em forte queda ontem na Bolsa (-5,13%), após circular no mercado um boato de que sua plataforma de exploração apresentou um vazamento de petróleo. No entanto, a empresa nega a ocorrência e em comunicado oficial apresentado no final da tarde de ontem esclareceu ser infundada qualquer alegação sobre vazamento de petroleo em suas instalações de exploração ou de produção. A OGX ainda ressaltou o bom andamento de suas operações em todas as bacias em que atua e que atende a todas as exigências regulatórias vigentes no Brasil, as quais preveem imediata comunicação de qualquer eventual vazamento aos órgãos competentes como ANP, IBAMA e Marinha do Brasil.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Petrobras: Vazamento da Chevron pode respingar na empresa



A Petrobras (PETR4) pode ter que arcar com até 30% da multa aplicada à Chevron (NYSE:CVX) e Transocean (NYSE:RIG) no vazamento de petróleo no Campo de Frade, ocorrido no final do ano passado, segundo afirmação da companhia em um comunicado ao órgão que regula o mercado de capitais dos EUA, informa reportagem da revista Exame. O percentual é referente à participação da Petrobras no bloco operado pela Chevron, na Bacia de Campos. A informação contraria a afirmação de Edison Lobão, ministro de Minas e Energia, em entrevista ao jornal O Estado De S.Paulo no final do março. Na ocasião, ao ser questionado se a Petrobras também teria de ser responsabilizada no vazamento, como sócia da Chevron, Lobão rebateu e disse que a responsabilidade, neste caso, é do operador.

FATO RELEVANTE



ANP aprova cessão de direitos e obrigações em blocos sob concessão da HRT O&G para TNK-Brasil
Rio de Janeiro, 03 de abril de 2012 - A HRT Participações em Petróleo S.A. (a "Companhia" ou "HRT") (BM&FBOVESPA: HRTP3, TSX-V: HRP) anuncia que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis - ANP ("ANP") informou em 2 de abril de 2012 que, em reunião de diretoria realizada em 28 de março de 2012, foi aprovada a cessão de 45% de participação dos direitos e obrigações da HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda ("HRT O&G") para a TNK-Brasil Exploração e Produção de Óleo e Gás Natural Ltda. (''TNK-Brasil''), relativos aos 21 blocos situados na Bacia Sedimentar do Solimões.
"A HRT busca construir uma parceria sólida e bem sucedida com a TNK-Brasil. O projeto Solimões se beneficiará da experiência e expertise desenvolvida na Rússia e de lições aprendidas com os projetos na Sibéria, que possuem semelhantes desafios logísticos" comentou Marcio Rocha Mello, Diretor Presidente da HRT.
"Estamos satisfeitos que as autoridades brasileiras aprovaram nosso acordo com a HRT e que concluímos essa importante negociação. Nossas operações internacionais têm um papel importante no nosso portfólio. A estratégia de crescimento da TNK-BP prevê sua transformação em uma empresa privada líder no setor de óleo e gás, dentro e fora da Rússia" comentou Mikhail Fridman, Diretor Presidente da TNK-BP.
Com base nos fundamentos que a HRT estabeleceu, as duas companhias avançarão no programa exploratório na região da Amazônia, mantendo os melhores padrões de práticas ambientais como prioridade.
Para informações adicionais, entre em contato com a Área de Relações com Investidores da HRT.
Sobre a HRT
O Grupo HRT é composto por uma das maiores empresas independentes de exploração e produção de óleo e gás natural do Brasil. A HRT Participações possui oito principais subsidiárias: a IPEX (Integrated Petroleum Expertise Company Serviços em Petróleo Ltda.), a HRT O&G Exploração e Produção de Petróleo Ltda., a HRT Netherlands B.V., a HRT África Petróleo S.A., a HRT América Inc., a Air Amazônia Serviços Aéreos Ltda. e a HRT Canada Inc.. A Companhia detém 55% de participação em 21 blocos exploratórios localizados na Bacia do Solimões. A HRT também é operadora de dez blocos exploratórios na costa da Namíbia: oito blocos na Sub-Bacia de Orange e dois blocos na Sub-Bacia de Walvis. A HRT possui uma equipe composta por doutores e mestres em geologia, geoquímica, geofísica, biologia e engenharia, sendo a maioria deles ex-funcionários da Petrobras e da ANP. A HRT está comprometida em minimizar os possíveis impactos ambientais nos locais onde atua. O compromisso com as comunidades locais passa pela redução dos impactos das operações nas condições de saúde, segurança e qualidade de vida. Para mais informações acesse o site: www.hrt.com.br/ri.

IPO do BTG Pactual poderá movimentar até R$ 4,1 bi


A instituição financeira oferecerá lote inicial de 90 milhões de units em oferta primária e secundária

 


André Esteves, presidente do BTG Pactual
A operação poderá ser acrescida de lotes suplementar e adicional de até 13,5 milhões e até 18 milhões de units
São Paulo - A aguardada oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do BTG Pactual, do banqueiro André Esteves, poderá movimentar de 2,6 bilhões a 4,1 bilhões de reais.
Segundo prospecto publicado em jornal nesta terça-feira, a instituição colocará inicialmente 90 milhões de units -sendo 72 milhões de títulos novos em oferta primária e 18 milhões de papéis existentes em operação secundária.
A operação poderá ser acrescida de lotes suplementar e adicional de até 13,5 milhões e até 18 milhões de units, respectivamente, se houver demanda.
O preço estimado por unit é de 28,75 a 33,75 reais.
O período de reserva das units vai de 11 a 23 de abril, com precificação do valor por papel no próximo dia 24. A estreia do BTG Pactual na Bovespa está agendada para 26 de abril.
Cada unit será composta por uma ação ordinária e duas preferenciais do Banco BTG Pactual e por três recibos de ações (BDRs) do BTG Pactual Participations (sendo um representativo de uma ação classe A e outros dois formados por uma ação classe B cada, todas do braço de participações da instituição financeira).
O giro mínimo para o IPO, de cerca de 2,6 bilhões de reais, leva em conta a venda apenas do lote inicial de 90 milhões de units ao piso da faixa de valor, de 28,75 reais. O máximo -de 4,1 bilhões de reais- considera o exercício integral dos lotes suplementar e adicional ao preço teto de 33,75 reais por unit.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Apostas contra Mantega impulsionam títulos globais do governo


Investidores acham que o governo brasileiro não conseguirá enfraquecer o real

 

Antonio Cruz/ABr
Mantega
Apostas contra a política monetária de Mantega estão criando uma oportunidade para o governo no mercado de dívida
Nova York - As expectativas dos investidores de que o Brasil não conseguirá manter seus esforços para enfraquecer o real estão criando uma oportunidade para o governo no mercado de dívida.
Os títulos brasileiros denominados em dólares dispararam este ano, baixando o rendimento dos papéis com vencimento em 2022 em 100 pontos-base, ou 1 ponto percentual, para a mínima histórica de 7,67 por cento. Esse comportamento se deve em parte à aposta dos investidores de que as cinco semanas de alta do dólar sobre o real, para R$ 1,8268, serão revertidas. A alta da moeda americana ampliou a diferença das taxas para a dívida doméstica em real para o nível mais alto em sete meses, abrindo caminho para o governo fazer novas captações em reais no exterior pela primeira vez desde 2010.
As apostas de que o governo não terá sucesso em seus esforços para proteger os exportadores por meio do enfraquecimento do real estão aumentando a demanda pela dívida denominada na moeda local no exterior, disse Italo Lombardi, economista para América Latina no Standard Chartered Bank. O real deve ter um ganho de 5,5 por cento, para R$ 1,73, até o fim do ano, segundo a estimativa média de 23 analistas consultados pela Bloomberg. Investidores trazem recursos para o País, que oferece a segunda maior taxa real de juros entre as nações do Grupo dos 20.
“Se sua visão é a de que o governo não tem muito o que fazer e está apenas jogando o jogo de segurar a moeda, então é mais um problema de tempo antes de se ver o fortalecimento da moeda”, disse Lombardi por telefone de Nova York. “Neste caso, é um bom momento para tomar posição nesses títulos.”
O real perdeu 6 por cento no mês passado, a maior queda entre todas as moedas acompanhadas pela Bloomberg, em meio a alta de impostos financeiros pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e ao aumento das intervenções no câmbio pelo Banco Central.
Captação próxima
O secretário-adjunto do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse em entrevista em 13 de março que o governo pode vender bônus denominados em dólares ou reais em sua próxima colocação no exterior nas próximas semanas. O governo busca aumentar a liquidez dos títulos internacionais denominados em reais com prazo de 10 anos, disse ele. Em comunicado enviado por e-mail a perguntas da reportagem em 30 de março, o Ministério da Fazenda se recusou a fazer comentários.
Os bônus globais denominados em reais com vencimento em 2022 deram retorno em dólares de 4,1 por cento no mês passado. Comparativamente, a dívida externa da Colômbia denominada em pesos com vencimento em 2021 teve perda de 0,9 por cento.
O governo brasileiro não vende títulos em reais no exterior desde outubro de 2010, quando ofertou US$ 1,1 bilhão em notas com vencimento de 2028 a um cupom de 8,85 por cento. Em 3 de janeiro, o governo também vendeu US$ 825 milhões em títulos denominados em dólar com prazo de 2021. A última venda dos bônus internacionais em reais com vencimento em 2022 foi em 2006.
Em novembro, a Standard & Poor’s melhorou a classificação de risco do País em um nível para BBB, o segundo menor grau de investimento, seguindo decisões semelhantes pela Moody’s Investors Service e pela Fitch Ratings. Para a S&P, “políticas fiscais e monetárias cautelosas” ajudaram a amortecer o impacto da deterioração da economia global sobre o Brasil.
O Banco Central baixou a taxa básica Selic em 75 pontos- base para 9,75 por cento em 7 de março, superando a expectativa de corte de 50 pontos, de 59 entre 62 analistas sondados pela Bloomberg. O ajuste maior que o esperado visou em parte limitar o investimento estrangeiro no mercado local de renda fixa e segurar a valorização do real, disse Lombardi. A moeda avançou 8,6 por cento nos primeiros dois meses do ano, após uma queda de 11 por cento em 2011. A apreciação cambial prejudica os exportadores ao tornar seus produtos mais caros em dólares.
‘Escassez’
Para Siobhan Morden, estrategista-chefe para América Latina da Jefferies & Co. em Nova York, o governo provavelmente vai desvalorizar o real ainda mais. Ainda assim, a demanda represada pelos ativos pode superar os receios de que um real mais fraco diminua os lucros com operações de carry-trade, nas quais os investidores tomam recursos em países de juro baixo para aplicar em outros locais.
“Eles provavelmente vão encontrar suporte suficiente, dada a escassez da curva denominada em reais”, disee Siobhan em entrevista por telefone.
Ela recomenda esperar até que a taxa de câmbio chegue a pelo menos R$ 1,85 por dólar antes de comprar títulos globais em reais, a fim de “mitigar o risco cambial e obter algum conforto.”
Jim Craige, que ajuda a supervisionar cerca de US$ 30 bilhões em dívida de mercados emergentes na Stone Harbor Investment Partners em Nova York, disse que os bônus globais em reais estão “caros” por causa da demanda criada por investidores estrangeiros que querem evitar o Imposto sobre Operações Financeiras que incide em suas aplicações no mercado doméstico de renda fixa.
“Nós definitivamente preferimos os bônus em reais com lei local do que os bônus Euroclear”, disse Craige. “Nós gostaríamos mesmo é que eles livrassem o IOF e parassem de tentar manipular a moeda. Não temos muita esperança de que isso vá mudar.”

E agora? Gafisa anuncia prejuízo de R$ 1 bilhão



A construtora Gafisa (GFSA3) apresentou hoje pela manhã o resultado preliminar de suas operações referentes ao ano de 2011. E os problemas da companhia, após a aquisição da Tenda, acabaram se mostrando: em 2011, a companhia registrou um prejuízo de R$1,09 bilhão, revertendo o lucro registrado no ano anterior. A Gafisa afirma que realizou alterações significativas em sua estrutura e gestão para o desenvolvimento no longo prazo e para um melhor desempenho financeiro. No entanto, devido a complexidade do processo e através de profunda análise dos impactos econômicos das mudanças estratégicas adotadas e da revisão orçamentaria, os auditores precisarão de mais tempo para completar o trabalho em cima dos balanços da companhia. O relatório final deve ser apresentado no máximo até o início da semana que vem. A administração da Gafisa afirma que vem realizando uma revisão detalhada de sua estrutura, operações e de sua estratégia de atuação, com o objetivo principal de redirecionar seu desempenho e recriar valor ao acionista, após ver o valor de suas ações cair mais de 60% no ano passado.

domingo, 1 de abril de 2012

Milionários se preparam para o pior nos investimentos


Pesquisa do Citi Private Bank mostra que os clientes endinheirados estão muito mais preocupados em preservar o capital do que em multiplicá-lo

 

Ouro
Ouro: quase todos os clientes endinheirados do Citi tem o metal em suas carteiras de investimento
São Paulo – Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo Citi Private Bank (divisão que atende os clientes de alta renda do banco americano) e pela imobiliária Knight Frank mapeou os investimentos dos clientes milionários ao redor do mundo e chegou a conclusões nada animadores. Ao menos do ponto de vista dos investimentos, os endinheirados têm se mostrado muito mais interessados na preservação do capital do que em sua multiplicação.
Os responsáveis pela pesquisa “Wealth Report 2012: A Global Perspectiva on Prime Property and Wealth” chegaram a essa conclusão ao examinar os portfólios de investimento de milhares de clientes. Seja no mercado financeiro ou no imobiliário, o dinheiro migrou de ativos considerados mais arriscados para outros mais seguros.
Para Malay Ghatak, Philip Watson e Richard Cookson, três dos principais gestores de investimentos do Citi Private Bank, trata-se de uma mudança estrutural que começou no auge da crise de 2008 e que tem se acentuado desde então. “O foco ainda é na redução de risco, aumento da transparência e melhoria da liquidez”, escreveu Malay Ghatak, chefe de investimentos para mercados emergentes do banco.
A crise de 2008 pregou vários sustos nos investidores. De perdas bilionárias com papéis hipotecárias a esquemas de pirâmides como o montado por Bernard Madoff, várias surpresas negativas abalaram a confiança dos milionários. “Os clientes estão perguntando como nunca e querem saber sobre os riscos de seus portfólios em detalhes”, afirmou Ghatak.
Outro sinal de cautela está no fato de que os ativos de risco têm cada vez menor peso nas carteiras de investimentos. Muito dinheiro tem sido mantido em caixa – sem remuneração nenhuma. Outra preferência recai sobre títulos públicos das maiores economias do mundo, como Estados Unidos, Alemanha e Inglaterra. Ainda que esses papéis paguem juros baixíssimos (ao redor de 2% ao ano para papéis de 10 anos), o risco baixo de calote é o que tem mais pesado nas escolhas.
Nada demonstra melhor essa tendência de que os títulos públicos japoneses de 30 anos. Os juros pagos por esses papéis chegaram a ser os menores da história mundial: 0,91% ao ano. O recorde anterior de baixa havia sido cravado quase 500 anos antes, quando os títulos emitidos por Gênova, na Itália, pagaram juros de 1,125% ao ano.
A prudência dos japoneses é acentuada pelo fato de que a bolsa de Tóquio registra desvalorização nas últimas duas décadas – ainda que tenham ocorrido alguns momentos de ganhos nesse período. Diante de resultados tão pífios, o japonês prefere ganhar menos de 1% ao ano com suas economias do que perder capital no mercado acionário.
Outra demonstração do cuidado generalizado vem da Suíça. Em 2012, os títulos helvéticos de 30 anos também passaram a pagar juros inferiores a 1% ao ano.
Pode parecer paradoxal, mas quem comprou títulos públicos americanos, suíços ou japoneses no começo de 2011, quando os juros eram mais altos, ganhou um bom dinheiro. Sempre que as taxas pagas por um papel caem, seu valor de face sobe. O ganho dos milionário veio, portanto, muito mais do aumento do preço unitário dos papéis do que das taxas de juros pagas por eles.
O ouro foi outro “porto seguro” que entrou na carteira de praticamente todos os milionários atendidos pelo Citi. “Nós achamos que o ouro vai permanecer no foco da comunidade de investidores enquanto as incertezas sobre a economia mundial e os estímulos fiscais dos governos continuarem em cena”, escreveu Ghatak.
Em relação aos papéis privados, os milionário têm demonstrado uma clara preferência por títulos de renda fixa de grandes companhias em detrimento de ações das mesmas empresas. Os poucos setores que se destacaram na bolsa foram os de alimentos, saúde e telecomunicações. Todo são considerados defensivos por especialistas porque pouca gente adia ou reduz esse tipo de consumo mesmo diante de uma grave crise internacional.
Outro destaque da bolsa foram os papéis bons pagadores de dividendos, que superaram a média de quase todos os mercados acionários no planeta. A busca dos investidores por ações de empresas que atuam em economias que ainda crescem também motivou uma grande diferença de preços de ativos ao redor do mundo.
No Japão, as ações são negociadas em média por menos do que o valor patrimonial. Na Europa, as empresas são negociadas a 11 vezes o valor do lucro líquido. O índice é a metade do registrado nas bolsas americanas. Da mesma forma, enquanto as ações europeias são negociadas pelo valor patrimonial, as empresas americanas valem duas vezes o patrimônio líquido. Os números são um sinal claro da falta de apetite por ativos de risco na Europa ou no Japão.
No mercado de câmbio, os milionários optaram por ficar vendidos em euro durante boa parte de 2011 devido à crise da União Europeia. Também demonstraram interesse por moedas de mercados emergentes e países escandinavos – ainda que a liquidez do mercado mundial de câmbio esteja concentrada em euros, dólares e ienes.

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