Fim do mundo, agora com duas datas


Como em todas as demais, esta semana terá a divulgação de importantes indicadores econômicos no Brasil e no exterior. Mas sem duvida nenhuma o grande acontecimento está marcado para a sexta-feira, dia 21. Trata-se do fim do mundo.

Realmente, não faz sentido se preocupar com inflação, câmbio, taxa de juros ou atividade econômica quando o fim está tão próximo.
Mas se não bastasse uma ameaça apocalíptica, derivada de uma interpretação sobre o calendário maia, a mídia americana decidiu criar uma segunda opção de data para o “fim do mundo”. Se tudo não for pelos ares na sexta, eles garantem que haverá um grande desastre no dia 1º de janeiro.
As redes de TV e os sites americanos mais importantes de economia têm contagens regressivas para a chegada do tal abismo fiscal - que seria criado pela combinação de aumento automático de impostos e forte corte de despesas -, tido como devastador para a recuperação da economia dos EUA.
Mas além da proximidade de data, há uma coincidência sobre essas duas previsões catastróficas.
Ninguém acredita nelas.
Depois do dia 21, virá o dia 22.
Quanto ao abismo fiscal, todos sabem que haverá uma solução - mesmo que seja apenas parcial.
E o acerto entre o presidente Obama e os republicanos nem precisa ocorrer antes da virada do ano. O impacto das medidas de ajuste  fiscal só ocorreria ao longo do ano, e não no dia 1º, que será seguido normalmente pelo dia 2.
Sem nenhum susto.

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