Corretoras têm prejuízos e mercado espera fusões



Encurraladas por custos crescentes, a maioria das corretoras independentes caminha para fechar 2012 no vermelho. Em um levantamento com as 27 maiores instituições que operam na Bovespa e não são ligadas a grandes bancos, 16 têm prejuízo no ano até setembro. Entre as que estão no azul, só 4 tiveram lucro líquido superior a R$ 1 milhão.
O ano foi marcado por reestruturações internas e novas estratégias de distribuição de produtos. Para o futuro, o setor coloca na agenda a busca de parceiros para sobreviver. O objetivo é racionalizar e reduzir as despesas fixas, diante das margens menores.

Uma nova fase de consolidação do setor é esperada. Em dois anos, estima-se que o número de corretoras ativas encolherá para cerca de 30% do atual. Das 84 autorizadas a operar restarão 25, conclui estudo da consultoria A.T. Kearney em parceria com a Finenge. Já há um alto nível de concentração. As cinco maiores corretoras detêm 57% do mercado. A fatia sobe a 71% na soma das dez maiores.Além de sofrerem as consequências da crise na Europa, com a diminuição do número de ofertas públicas iniciais (IPOs), a receita das corretoras decorrente da remuneração do dinheiro dos clientes em conta caiu com a redução na taxa básica de juros.
"As corretoras precisam pensar em consolidação, fusão ou parceria. Essa será a grande saída para a indústria", diz o presidente da BM&FBovespa, Edemir Pinto. A bolsa faz parte de um grupo de estudo para reestruturar o mercado de intermediação de valores no Brasil.
Silvana Machado, sócia da A.T. Kearney, vê corretoras de maior porte na ponta compradora, mas destaca a tendência de fusões entre instituições menores. "Podemos esperar em 2013 mais duas ou três operações", diz. "Todas as corretoras já foram consultadas para alguma parceria ou consolidação. E há ao menos três instituições estrangeiras avaliando a entrada no mercado", diz Aleixo Vaquero, sócio da Finenge.

PARCEIROS E COLABORADORES UTILIZAM:

.