Sem estrondo, mas firme


O Banco Central (BC) divulga daqui a pouco o Índice de Atividade Econômica de setembro. A variação do IBC-Br pode ser bem inferior à alta de quase 1% observada em agosto, mas não deve decepcionar o mercado financeiro. Isso porque o  comportamento desse indicador, visto como prévia do Produto Interno Bruto brasileiro, sela o terceiro trimestre do ano e deve confirmar a expectativa, sobretudo do governo, de que a economia iniciou um período de recuperação que deverá ser fortalecida no último trimestre do ano. A percepção dos analistas de atividade mais forte em outubro deve ratificar o discurso do governo e o desejo do setor privado de que o Brasil cresce ao ritmo de 4% anualizados neste fim de ano.

Pesquisa Valor Data com oito instituições financeiras e consultorias projeta recuo de 0,55% no IBC-Br entre agosto e setembro, feitos os ajustes sazonais. As estimativas variam de queda de 0,2% a recuo de 0,7%, indicando que setembro deverá ser o primeiro mês de queda no indicador desde março. Mesmo assim, destacam Francine De Lorenzo e Tainara Machado, do Valor, no trimestre, a economia brasileira teria crescido 1,25%, segundo a média das estimativas, acelerando em relação ao segundo trimestre, quando o aumento foi de 0,47% frente aos três meses anteriores.
Em agosto, o indicador produzido e monitorado pelo BC mostrou o melhor desempenho em 17 meses e a alta de 0,98% ganhou destaque internacional inédito, ao ser citada pelo presidente da instituição durante palestra a investidores em Tóquio. O robusto IBC-Br de agosto foi divulgado em outubro. Logo depois, Alexandre Tombini seguiu para o Japão para participar das reuniões do Fundo Monetário Internacional e Banco Mundial.
Em conferências com investidores e empresários em reuniões em que compareceram ao todo cerca de mil pessoas, numa participação histórica para presidentes do BC do Brasil, Tombini explicou que o IBC-Br – divulgado dias antes em alta de quase 1% – apontava crescimento anualizado perto de 6% no trimestre encerrado em agosto.

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