Falta pouco para o recorde da poupança


O ano de 2012 deverá ser de captação recorde para a caderneta de poupança. Bastam pouco mais de R$ 2 bilhões em novos depósitos para que o montante de aplicações, descontados os resgates, supere os R$ 38,7 bilhões registrados em 2010.

O interesse dos investidores pela tradicional aplicação tem sido muito grande. Desde que as mudanças nas regras de remuneração foram anunciadas, em maio, a captação explodiu. O ritmo médio de entrada de recursos é de R$ 5,4 bilhões por mês e, no ano, as aplicações somam mais de R$ 36 bilhões.
A rentabilidade da poupança é isenta de Imposto de Renda (IR) e tem superado com folga o rendimento das aplicações mais acessíveis ao investidor, com risco semelhante. Com ganho equivalente a 70% da taxa Selic, o rendimento dos novos depósitos na caderneta supera a maioria dos fundos de investimentos conservadores oferecidos no varejo.
Hoje, para ser competitivo, o fundo de renda fixa com objetivo de proporcionar retorno bruto próximo à variação do certificado de depósitos interfinanceiros (CDI) não pode cobrar mais do que 1% ao ano de taxa de administração. Como são poucas as instituições que conseguem oferecer, em larga escala, produtos com esse custo, a poupança segue ganhando terreno.
Devido à queda das taxas de juros, vem diminuindo a diferença entre a remuneração líquida de IR oferecida pelos investimentos indexados ao CDI e a caderneta. Por exemplo, em 2008 o rendimento bruto do CDI foi de 12,38%, equivalente a 9,90% depois do IR, considerando a tributação de 20%. Como a poupança, naquele ano, rendeu 7,90%, a diferença foi de 2%. Neste ano a desvantagem da poupança caiu para 0,62% até outubro. O gráfico abaixo ilustra a evolução dessa diferença.
A combinação da simplicidade com a boa rentabilidade tem atraído para a poupança os investidores que ainda não estão convencidos a correr mais riscos nas demais aplicações e explica o recorde de captação.

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