TIM nega irregularidades em balanço e diz que foi auditada


Em resposta à notícia de que estaria sendo investigada pela CVM, operadora afirma que provisões de dívidas são adequadas 

Lia Lubambo/EXAME
Loja da TIM no Itaim Bibi, em São Paulo
Loja da TIM: operadora nega qualquer irregularidade nos balanços
São Paulo – A TIM divulgou, nesta tarde, comunicado em que nega qualquer irregularidade em seus balanços de 2009, 2010 e 2011. A empresa classificou como “absolutamente inverídicas, equivocadas e falaciosas” as informações de que teria inflado artificialmente seu lucro, o que teria levado a uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da SEC (órgão equivalente dos Estados Unidos).

Na manhã desta terça-feira, o blog Radar Online, de Veja, informou que o balanço da TIM estaria sob investigação da CVM e da SEC, a partir de uma denúncia apresentada por um acionista minoritário, o empresário Nelson Tanure.
Segundo o blog, Tanure acusa a TIM de inflar seu lucro artificialmente, ao contabilizar provisões de apenas 126 milhões de reais para uma suposta dívida de 6,6 bilhões de reais.
Em comunicado ao mercado, a TIM afirma que “não há dívida de R$ 6,6 bilhões como informou o artigo”. Segundo a empresa, “este montante refere-se a contingências cujo o grau de risco, segundo avaliação interna e de profissionais independentes, não exige provisionamento segundo as normas contábeis aplicáveis à matéria.”
Dentro das regras
A empresa prossegue afirmando que “todas as premissas de avaliação de risco” que determinaram as provisões e contingências “foram feitas em estrito cumprimento com todas as regras contábeis aplicáveis.”
A TIM observou, ainda, que possui ADRs listados na Bolsa de Nova York e está, portanto, sujeita aos controles e procedimentos determinados pela lei Sarbanes-Oxley. Segundo a companhia, os balanços de 2009, 2010 e 2011 foram verificados por auditores independentes que “emitiram relatórios, sem ressalvas, atestando, tanto a razoabilidade de nossas demonstrações financeiras, quanto a eficácia dos controles internos e dos procedimentos executados.”
Sobre a atuação da CVM, a TIM afirmou ter conhecimento de uma reclamação apresentada ao órgão, por parte da JVCO Participações, do Grupo Docas – empresa controlada por Tanure.
Segundo a TIM, a empresa já se manifestou “há tempos” sobre essa queixa, à própria CVM. A operadora informa que “a CVM ainda não se pronunciou acerca da reclamação feita por aquele acionista ou mesmo das informações prestadas pela companhia.”
Quanto às autoridades americanas, a TIM afirma que “não tem nenhuma informação, e nem foi solicitada pela SEC, a se manifestar acerca de qualquer procedimento ou investigação a respeito da mesma matéria.”

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