Política monetária sob holofotes



Com a responsabilidade de garantir um ótimo resultado econômico, o último trimestre do ano estreia no calendário com a divulgação de indicadores de atividade e índice de inflação, inclusive a divulgação do IPCA de setembro, e concentração de manifestações de bancos centrais das economias avançadas. O Banco da Inglaterra, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco do Japão discutem política monetária, enquanto o Federal Reserve publica a ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto que decidiu a favor do QE3, já chamado de “QE Infinity”, pois não tem data para terminar. Com bancos que precisam de capital e um governo que parece subestimar a própria encrenca e resiste a pedir ajuda, a Espanha se mantém no foco dos mercados e pode deflagrar nova rodada de deterioração de preços e taxas de dívidas soberanas.
O QE3, sobre o qual o banco central americano deve discorrer na ata que sai na quinta-feira, injetará US$ 40 bilhões ao mês no mercado com a compra de MBS – títulos lastreados em hipotecas. Somadas as recompras de títulos da operação Twist, que vai até o fim do ano, a liquidez total mensal atingirá US$ 85 bilhões. Os BCs da Inglaterra, o Europeu e o do Japão não devem surpreender os mercados com cortes de juros, já nas mínimas históricas. Tampouco novas ações de afrouxamento são esperadas. Mas o tempo pode esquentar um pouco mais na zona do euro com o início dos leilões de títulos para a rolagem da dívida soberana da Espanha, que somam 33,6 bilhões de euros apenas em outubro.


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