Ganhos com o pré-Copom


Nas últimas três semanas, a mudança das previsões sobre a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) provocou ajustes expressivos nas cotações dos títulos públicos negociados no Tesouro Direto.

Após fixar os juros básicos em 7,5% ao ano na reunião de 29 de agosto, o consenso entre os analistas era de que o Copom manteria a taxa Selic estável até o fim do ano. Poucos apostavam em novos cortes, como de fato ocorreu nesta quarta-feira com o novo patamar fixado em 7,25% ao ano. No entanto, as expectativas foram sendo modificadas nas últimas semanas, com reflexos na rentabilidade dos papéis públicos.
Por exemplo, a NTN-B Principal com resgate em 2015, título corrigido pela inflação, valorizou 2,85% entre 19 de setembro e 10 de outubro. A LTN – papel prefixado – também com vencimento em 2015, ganhou 1,64% no mesmo período. Já a LFT, o título mais conservador e que acompanha a variação diária da taxa Selic, rendeu apenas 0,43%.
Foi uma excelente oportunidade de ganho para quem conseguiu antever a decisão do BC. Para os gestores de fundos mais agressivos, a estratégia de comprar a NTN-B, financiando a posição com a venda de LFTs, proporcionou ganhos substancialmente maiores. Dependendo do grau de alavancagem da carteira, foi possível conseguir rentabilidade de até 20% no período.
A escolha dos papéis também teve impacto nos ganhos. O IMA-B 5+, que mede o desempenho de uma carteira de títulos públicos corrigidos pela inflação com prazo de vencimento superior a cinco anos, rendeu 3,94% no período.
Em contrapartida, a percepção do risco de que a inflação possa fugir do controle aumentou. A diferença entre a taxa de juros de mercado dos títulos prefixados e dos papéis corrigidos pela inflação subiu de 5,56% em 19 de setembro para 5,73% no dia 10 de outubro.

PARCEIROS E COLABORADORES UTILIZAM:

.