Previsão de crescimento do PIB em 2012 cai de 2,5% para 1,6%, diz BC Compartilhar:


O Banco Central (BC) revisou a projeção de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) para 1,6% em 2012, informou nesta quinta-feira a autoridade monetária ao divulgar o Relatório Trimestral de Inflação.

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A estimativa anterior era de expansão de 2,5%, número que foi revisado no documento de junho. No início do ano, a instituição apostava em crescimento de 3,5%.
No relatório o BC também passou a projetar inflação acima do centro da meta neste ano. A autoridade monetária calcula que a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fecharia o ano em 5,2%, na hipótese de a taxa básica de juros manter-se em 7,5% ao ano.
Expectativas diferentes
O desempenho da economia esperado pelo BC é mais modesto do que a projeção oficial do Ministério da Fazenda – expansão de 2% e está em linha com a mediana das projeções apuradas entre analistas pelo boletim Focus (1,57%).
Em 2011, o PIB brasileiro cresceu 2,7%, depois de ter aumentado 7,5% em 2010. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB avançou 0,4% no segundo trimestre deste ano, na comparação com o primeiro trimestre, na série com ajuste sazonal. Nos três primeiros meses do ano, o PIB cresceu 0,1% em relação ao último trimestre do ano passado, também na série dessazonalizada.
Se confirmada a projeção do BC do PIB para este ano será a menor taxa de crescimento desde 2009, quando o país, sentindo os efeitos da crise financeira global, registrou retração de 0,3%.
No início do ano, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmava que o crescimento da economia em 2012 seria superior a 4%. Depois, passou a defender que a expansão seria maior do a do ano passado. Em junho, a estimativa do banco Credit Suisse (1,5%) indignou o ministro, para quem o número seria “uma piada”.
Para impulsionar o nível da economia doméstica e combater os efeitos da crise financeira e econômica, o governo vem adotando medidas sucessivas de estímulo à atividade.
Elas abarcam incentivo ao consumo (como redução de IPI para linha branca e automóveis, além de corte de IOF sobre empréstimos para pessoas físicas e liberação de compulsórios), proteção à indústria (por meio de desoneração da folha de pagamento e aumento de imposto sobre importados, por exemplo), linha de crédito de para Estados, concessões de rodovias e ferrovias à exploração pela iniciativa privada e redução do custo de energia. Algumas dessas ações, como o corte na luz para empresas e famílias, só começam a ter efeito em 2013.

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