Eike negocia venda da OSX para se capitalizar após perdas


O império de commodities e energia do bilionário Eike Batista somou perdas de US$ 458 milhões no segundo trimestre

Juan Pablo Spinetto e Cristiane Lucchesi, da 
 

Eike Batista
Eike está em negociações para vender o ativo com melhor desempenho entre suas seis empresas de capital aberto
Rio de Janeiro/São Paulo - O bilionário Eike Batista está em negociações para vender o ativo com melhor desempenho entre suas seis empresas de capital aberto para levantar recursos depois que seu império de commodities e energia somou perdas de US$ 458 milhões no segundo trimestre.
A fortuna de Eike despencou US$ 12,5 bilhões desde março, depois que atrasos no início da produção da OGX Petróleo e Gás Participações SA dispararam um movimento de venda generalizada de ações do grupo. Agora, ele negocia a venda da OSX Brasil SA para a Sete Brasil Participações SA, em troca de uma fatia na operadora e gestora de contratos de exploração de petróleo, segundo duas pessoas com conhecimento direto da transação. As negociações ocorrem após um acordo para vender uma fatia de 49 por cento na AUX, unidade de ouro de Eike, para o Qatar Investment Authority por cerca de US$ 2 bilhões, disse em junho à Bloomberg uma pessoa com conhecimento da transação.
Eike, 55, já anunciou se desfazer de quatro ativos este ano, à medida que reduz o ritmo de expansão em mineração e energia e foca em levantar caixa para elevar a produção de suas empresas. As seis companhias de capital aberto de Eike tiveram fluxo de caixa negativo no segundo trimestre.
“Ele tem muitos projetos. Então, a questão agora é financiamento para os projetos que ele já possui”, disse André Castello Branco, sócio de finanças corporativas da PricewaterhouseCoopers LLP. “Os projetos estão crescendo, então precisa haver alguma negociação para levantar capital.”
EBX Group Co., a controladora da maioria dos ativos de Eike, e a assessoria de imprensa da OSX se recusaram a comentar. A assessoria de imprensa do Qatar Investment Authority, em Doha, também não quis comentar.
A Sete Brasil disse que nenhum de seus diretores estão envolvidos em negociações de fusão, segundo comunicado por e- mail da assessoria de imprensa.

.

.