BC muda o tom


O Banco Central (BC) alinhou as projeções para expansão do PIB e para a inflação de 2012 praticamente às expectativas do mercado. Esse ajuste já estava no preço. As projeções de inflação para 2013 e para o terceiro trimestre de 2014, de 4,9% e 5,1%, ficaram salgadas, considerando o Brasil das desonerações. No Relatório de Inflação divulgado nesta manhã, o BC reconhece o viés inflacionário no curto prazo, o viés desinflacionário do cenário internacional no médio prazo e aponta que, no conjunto, o balanço de riscos é neutro. Já foi favorável há três meses. O tom do BC mudou também na abordagem da política fiscal. No relatório de junho, o BC via no horizonte o cumprimento da “meta estabelecida para 2012 [de 3,1% do PIB]”. Agora, o BC reconhece no balanço do setor público “uma posição de neutralidade para ligeiramente expansionista”. O cumprimento da “meta” sumiu. Mas o BC vislumbra ageração de superávits primários que solidifica a tendência de redução da  dívida pública. “O Comitê [Copom] reafirma que seu cenário prospectivo para a inflação está condicionado à materialização das trajetórias com as quais trabalha para variáveis fiscais”, avisa o BC.

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