HRT reduz perfuração e aumenta avaliação sísmica na Bacia do Solimões


 Valor

RIO E SÃO PAULO - 
A HRT vai reduzir as atividades de perfuração e aumentar a aquisição de dados sísmicos na Bacia do Solimões. O objetivo da empresa é reduzir custos com atividades exploratórias e, ao mesmo tempo, aumentar o conhecimento das informações e geologia da região.

“A HRT e a TNK-BP estão muito comprometidas com a Bacia do Solimões. Decidimos juntas aumentar a sísmica e reduzir a perfuração. Vamos manter apenas duas sondas operacionais, focadas em poços exploratórios. A decisão vai reduzir substancialmente o capex [investimento] para 2012 e de boa parte para 2013”, afirmou hoje o diretor de engenharia, perfuração e produção da HRT, Milton Frankie, durante teleconferência com analistas financeiros.
“Algumas pessoas poderiam dizer que estamos reduzindo a nossa campanha de perfuração. Não é verdade. Perfuramos 13, 14 poços. Jamais teremos uma campanha tão bem conhecida como tivemos lá”, explicou o diretor-presidente da empresa, Marcio Mello.
Segundo o executivo, a companhia ainda vai apresentar um plano de avaliação da região à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A meta da empresa é ter definida uma estratégia par a monetização do gás natural da Bacia do Solimões até o fim de 2013.
Redução de preço-alvo
Mais cedo, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) cortou o preço-alvo da petrolífera, de R$ 24 para R$ 19,50 por ação. Segundo o relatório do banco de investimentos, a redução é resultado da maior cautela em relação às oportunidades de fluxo de caixa da Bacia do Solimões, como reflexo da menor expectativa de exploração de recursos do local.
“Continuamos positivos sobre as ações, dada a nossa visão de que o potencial de ativos da Namíbia pode levar a uma criação significativa de valor”, afirma em relatório, por outro lado. O banco ressalta ainda que este investimento deve ser apenas de interesse de investidores dispostos a assumir riscos do estágio inicial de exploração em áreas incomuns.
Volume de investimento
A HRT pretende investir US$ 207 milhões no segundo semestre do ano. Desse total, US$ 150 milhões serão aportados nas atividades na Bacia do Solimões. Outros US$ 40 milhões serão gastos na exploração de petróleo e gás natural na Namíbia. O restante (US$ 17 milhões) refere-se a gastos corporativos.
Para 2013, a meta da empresa é investir US$ 250 milhões. Desse montante, US$ 150 milhões serão aplicados na Namíbia. Outros US$ 75 milhões serão voltados para as atividades na bacia do Solimões. A área corporativa vai consumir investimentos de US$ 25 milhões.
“Gostaria de enfatizar a nossa posição de caixa, que é muito forte hoje. Vamos iniciar 2013 com mais de US$ 250 milhões em caixa”, afirmou o diretor-presidente da empresa.
Namíbia
A HRT pretende obter até o fim do ano a certificação do potencial de reservas de petróleo e gás natural nas áreas em exploração na Namíbia. De acordo com a empresa, a campanha exploratória de quatro poços testará seis prospectos independentes, que totalizam reservas não provadas de 25 bilhões de barris.
Segundo Mello, diferente da exploração na Bacia do Solimões, a expectativa na Namíbia é de encontrar mais petróleo do que gás natural.

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