Petrobras põe refinarias à venda nos EUA e no Japão



A Petrobras decidiu acelerar a seleção dos ativos no exterior que serão vendidos no programa de desmobilização do portfólio para obter US$ 14,8 bilhões e dar prioridade a investimentos no pré-sal da Bacia de Santos. No processo, que começou há mais de um ano, a estatal se prepara para vender suas refinarias em Okinawa, no Japão, e Pasadena, nos Estados Unidos. Além disso, vai se desfazer dos 48,5% da Edesur, distribuidora de energia elétrica da Argentina que tem dado prejuízo e está com caixa negativo.
As duas refinarias têm capacidade para processar 100 mil barris de petróleo por dia cada uma e refinam óleo leve. Nunca receberam os investimentos previstos para instalar equipamentos mais sofisticados, capazes de processar também petróleo pesado.

Entre os possíveis interessados estão o grupo LyondellBasell, que tem a refinaria de Houston em associação com a Citgo (braço de distribuição da PDVSA nos EUA), e a Valero Energy Corporation, um dos maiores refinadores americanos. A Petrobras pagou US$ 1,18 bilhão pela refinaria, sendo aproximadamente US$ 360 milhões por 50% da planta, em 2006, e outros US$ 820,5 milhões em 29 de junho, no acerto com a Astra.O primeiro passo para a venda nos Estados Unidos foi dado com o encerramento, há alguns dias, de uma disputa com a Astra Oil Trading NV, que foi sua sócia inicial na refinaria texana. Com o fim do litígio, por meio de arbitragem, a refinaria de Pasadena está livre para ser oferecida no mercado.
A refinaria japonesa Nansei Sekiyu K.K. também foi adquirida em etapas e custou aproximadamente US$ 57,1 milhões no total.
O processo de venda de ativos no exterior começou em 2008. Na Argentina, a estatal brasileira já vendeu a refinaria San Lorenzo, uma rede de 326 postos de combustível e uma planta de fertilizantes para a Bunge. Agora, prepara-se para vender a Edesur. A Petrobras tem 48,5% da Distrilec, que controla a distribuidora, e que por sua vez é controlada pela italiana Enel, com 51,5%.
Na apresentação do novo plano estratégico, no dia 25 de junho, os executivos da Petrobras deixaram claro que a partir de agora os investimentos da companhia no exterior serão analisados com mais rigor e só irão adiante se tiverem retorno superior aos negócios no Brasil.

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