G-20 propõe compromisso europeu para salvar o euro



Os países do G-20 querem que os líderes europeus usem todos os meios possíveis para "salvaguardar a integridade da zona do euro", conforme rascunho de resolução da reunião de cúpula do grupo, na segunda e terça-feira, em Los Cabos (México), a que o Valor teve acesso. Isso inclui a utilização de "todas as fontes de financiamento" para recapitalizar os bancos e melhorar o crescimento.
As maiores economias do G-20 estão preparadas para turbulências advindas do resultado das eleições gregas, no domingo. Segundo fontes do grupo disseram à "Reuters", os bancos centrais estão preparando uma ação coordenada para garantir a liquidez e estabilizar os mercados. Ontem, o Banco da Inglaterra e o Tesouro do Reino Unido anunciaram plano de 100 bilhões de libras (US$ 155 bilhões) para combater os efeitos do agravamento da crise.

Nesse cenário, os países da zona do euro que fazem parte do G-20 - Alemanha e França de um lado, Espanha e Itália do lado do contágio - se dizem "resolutamente comprometidos em salvaguardar a integridade da união monetária e adotar todas as ações requeridas para alcançar esse resultado".O G-20 identifica a crise da zona do euro, em seu plano de ação - que continuará em negociação a partir de hoje, em Los Cabos, pelos "sherpas" (representantes dos líderes) -, como um dos riscos mais significativos que precisam ser administrados na economia global, além do ritmo do ajuste fiscal, desemprego alto e em expansão, preço do petróleo e desaceleração de algumas economias emergentes.
A estratégia europeia incluiria "assegurar a disponibilidade e máxima eficácia" do "firewall" (barreira de proteção) europeu para conter o risco de contágio, "usando todos os meios para quebrar os problemas de vínculo entre o setor bancário e as finanças públicas".
Além disso, a ideia é agir fortemente para completar a recapitalização dos bancos até o fim do mês "usando todas as fontes disponíveis de financiamento, incluindo fundos públicos, se necessário". No esboço do documento, os líderes do G-20 concordam que países com "flexibilidade" no lado fiscal, como Alemanha, EUA, Austrália, Canadá e China, "considerem ações fiscais adicionais se as condições econômicas se deteriorarem bruscamente".

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