Mantega diz a varejistas ter 'bala na agulha' para manter crescimento


Por Thiago Resende e João Villaverde | Valor

BRASÍLIA - 
Em reunião com representantes do setor varejista, nesta quarta-feira, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que tem o suficiente para “tomar as providências necessárias para manter o ritmo atual” de crescimento da economia, segundo relato do presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato. “Se houver qualquer problema, nós vamos intervir”, declarou Mantega, de acordo com o empresário.

Varejistas que deixaram o ministério após o encontro com Mantega disseram que o ministro usou a expressão “bala na agulha” ao se referir a medidas que podem ser usadas para estimular a economia. Mantega, no entanto, não se referiu a ações específicas preparadas pelo governo, segundo os representantes.
Na reunião com o setor para avaliar o impacto de medidas adotadas e das mudanças na conjuntura econômica, como a alta do dólar diante do real, Mantega disse que “tem problemas de espaço fiscal” para conceder novas desonerações, segundo o presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção (Anamaco), Cláudio Conz. O dirigente afirmou ter relatado ao ministro que “ninguém está encontrando essa redução de juros” anunciada pelos bancos e que a “concessão de crédito está cada vez mais difícil”.
Conz disse que todos os setores informaram que as vendas de maio “foram melhores” em relação a abril e que “estão otimistas” ainda em relação a 2012, já que o crescimento do ano deve ser puxado pelas boas condições de renda e emprego no país.
O presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, afirmou que o aumento nas vendas e o atual nível da cotação do dólar, próximo de R$ 2, deixa o setor “mais otimista” para este ano.

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