Dólar testa linha de R$ 2,00 após fala de Mantega

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SÃO PAULO - Com uma ajuda do ministro da Fazenda, Guido Mantega, o dólar superou a linha dos R$ 2,00 pela primeira vez desde o começo de julho de 2009. A moeda americana que já operava em firme alta em função da piora de humor externo, tomou mais fôlego depois que o ministro falou que valorização da moeda americana beneficia a economia e não preocupa o governo.
 “O governo nunca estabeleceu um parâmetro [para o câmbio] nem vai estabelecer”, afirmou Mantega.
Por volta das 16h20, o dólar comercial subia 1,68%, a R$ 1,989, depois de fazer máxima a R$ 2,003. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar para junho tinha alta de 1,06%, a R$ 1,996. Na máxima a cotação foi a R$ 2,01.
Nas mesas, os agentes se perguntavam sobre a possibilidade de atuação do Banco Central (BC) para suavizar o movimento de alta da moeda americana. Agora, com esse aceno de Mantega, essa dúvida perde força. Após várias atuações para evitar a desvalorização do dólar, a autoridade monetária parou de comprar dólares em 27 de abril.
A valorização da moeda americana é fenômeno mundial nesta segunda-feira conforme a Grécia não consegue fechar acordo para formar um governo e se multiplicam as avaliações de que o país pode deixar a zona do euro. Junto com isso, o JP Morgan volta ao noticiário com suas perdas de US$ 2 bilhões em negociação com derivativos. A preocupação é que o volume de perda seja ainda maior.
No câmbio externo, o Dollar Index, que mede o desempenho da divisa americana ante uma cesta de moedas, subia 0,34%, a 80,57 pontos, enquanto o euro caía 0,40%, a US$ 1,284, menor preço desde janeiro.
Entre as moedas emergentes, o rand sul-africano, o peso mexicano e o dólar australiano também perdem para o dólar.
Além do aumento na aversão ao risco, essas moedas, assim com o real, perdem atratividade em função da queda no preço das commodities. O índice CRB de matérias-primas caía 1,07%, a 288 pontos, menor leitura desde outubro de 2010.

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