Bolsas sobem após perdas, mas dólar em alta reflete cautela


Valor Economico


SÃO PAULO – A Europa deixa as bolsas mundiais respirarem nesta segunda-feira. Em encontro no fim de semana, representantes do G-8, grupo das oito maiores economias do mundo, deram muitas declarações em favor da permanência da Grécia no bloco comum europeu. Além disso, o primeiro ministro da China, Wen Jiabao, disse que o país irá focar no crescimento econômico. Assim, medidas de estímulo são aguardadas no curto prazo.
Nos Estados Unidos, destaque para o índice de atividade do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Chicago, que saiu de -0,44 em março para +0,11 em abril, contribuindo para manter as bolsas no terreno positivo. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), a sessão tem vencimento de opções sobre ações, o que adiciona volatilidade aos negócios.
Por volta de 11h32, o Ibovespa subia 2,04%, para 55.631 pontos. O volume financeiro da bolsa era de R$ 1,71 bilhão. No pregão de sexta-feira, o principal índice de ações da Bovespa conseguiu respirar, com alta de 0,88%, para 54.513 pontos. Na semana, no entanto, acumulou baixa de 8,3%. Em maio, a queda é de 11,8%.
Entre os papéis mais líquidos da Bovespa, Vale PNA subia 2,02%, para R$ 36,42; Petrobras PN tinha ganho de 2,62%, para R$ 19,57; e OGX ON avançava 2,77%, para R$ 11,85. Qualquer sinal positivo da China favorece empresas produtoras de matérias-primas.
Dólar
Mesmo com o alívio nos mercados, a aversão a risco continua, e pode ser sentida no câmbio.
A alta do dólar é geral no mundo. Por aqui, o dólar comercial subia 0,84%, para R$ 2,036 na venda. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar para junho avançava 0,61%, para R$ 2,040.
Segundo o gerente da mesa de derivativos de uma corretora em São Paulo, até o momento a demanda por dólares nesta sessão tem vindo principalmente de investidores estrangeiros. "Eles querem se proteger da alta do dólar e estão montando posição na queda do real", disse, pedindo anonimato.
De acordo com os últimos dados disponibilizados pela BM&FBovespa, esse grupo de investidores detinha ao fim da sexta-feira US$ 1,43 bilhão em apostas na valorização do dólar, considerando contratos de cupom cambial (DDI – juro em dólar) e de dólar futuro.
Juros futuros
Já no mercado de juros futuros, as taxas de depósito interfinanceiro (DI) se ajustam para cima nesta sessão, depois de novos sinais de que a inflação está acelerando esfriarem expectativas de uma taxa Selic abaixo de 8% no fim do ano.
O contrato de DI para janeiro de 2013 mostrava 7,80%, ante 7,75% no ajuste de sexta-feira. O contrato de janeiro de 2014 indicava 8,12%, acima da taxa de 8,07% do ajuste anterior.
A segunda prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) avançou 1,00%, ante 0,89% na primeira, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No mesmo período de abril, a variação havia sido de 0,71%. Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 2,49% no ano e de 4,23% em 12 meses.
(Aline Cury Zampieri, Gabrielle Moreira e José de Castro | Valor)

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