O spread e o BC



O Banco Central (BC) é avesso a holofotes, mas engana-se quem supõe que a instituição está à margem da batalha do governo para reduzir o spread bancário. O tema está na agenda há tempo e Alexandre Tombini tem afirmado que tem espaço para cair mais.
O presidente do BC não vem apontando um número mágico ou ideal, mas lembrou na semana passada, nos últimos minutos de entrevista à Globo News, que o BC vem tomando uma série de iniciativas em sintonia com o governo para fazer com que o spread bancário no Brasil convirja para níveis mais comparáveis aos níveis internacionais.
Para além das iniciativas, há sintonia também entre os discursos do BC e da presidente Dilma Rousseff que, na sexta-feira, declarou que o Brasil tem necessidade de colocar os juros, com os spreads incluídos, nos padrões internacionais.
Na entrevista, Tombini marcou sua posição sobre o spread: “Tem espaço para cair mais. E independente da estratégia do banco A, B ou C, seja ele público ou privado, nacional ou estrangeiro, o BC, como regulador do sistema, não comenta estratégia de preços de instituições individualizadas.”
Entre as medidas mais recentes tomadas pelo BC que fazem diferença no custo do crédito – a favor dos clientes bancários – está a redução do valor do crédito registrado na Central de Risco de Crédito, de R$ 5 mil para R$ 1 mil, englobando 96% de todas as operações de crédito do país.
Outra decisão, tomada na virada do ano, é a liberação de R$ 30 bilhões de depósitos compulsórios para irrigar liquidez nos bancos de menor porte que são bastante ativos no crédito, especialmente junto a empresas de menor porte e pessoas físicas, para aumentar a competição.

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