Longe de casa


O Brasil interessa aos estrangeiros que têm contribuído e muito para o financiamento do nosso déficit em conta corrente com investimentos externos diretos históricos. Mas os brasileiros também estão de olho nas oportunidades lá fora. No ano passado, pela primeira vez, os investimentos brasileiros diretos no exterior ultrapassaram US$ 200 bilhões. E nosso interesse anda focado na participação no capital de empresas.

Pesquisa anual sobre Capitais Brasileiros no Exterior realizada pelo Banco Central (BC) desde 2001 mostra que os investimentos brasileiros diretos cresceram 7,4% no ano passado, para US$ 202,6 bilhões. Os ativos externos totais subiram a US$ 281,1 bilhões. O número de declarantes atingiu 21,7 mil – a maior participação já registrada na pesquisa. As pessoas físicas respondem por absoluta maioria na sondagem do BC, num universo com 19.414 declarantes, mas são detentores de apenas 18% dos ativo, enquanto um grupo de 2.302 empresas declarou US$ 229,9 bilhões. 
No ano passado, aponta a pesquisa divulgada na semana passada, os investimentos brasileiros diretos no exterior na forma de participação no capital de empresas somou US$ 192,9 bilhões, crescimento de 14,1% em relação a 2010. A maior parte das participações é de propriedade de investidores de grande porte – residentes no Brasil que possuem acima de US$ 1 bilhão aplicados no exterior.
No fim do ano passado, 37,6% do estoque desses investimentos brasileiros estavam concentrados em serviços financeiros e atividades correlatas e 26,7% no setor de extração de minerais metálicos.

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