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domingo, 7 de novembro de 2010

Claro, Coca-Cola, Heineken, Trident e Volkswagen patrocinam Rock in Rio

Marcas fecharam cotas de R$ 7 milhões cada para participar do festival

Rock in Rio
Primeira fase marca o retorno do Rock in Rio ao Brasil, com a assinatura "Voltei"
São Paulo - O Rock in Rio, festival que volta à sua cidade de origem após 10 anos de sua última edição, anuncia seus patrocinadores cerca de um ano antes do evento, marcado para setembro de 2011 na capital fluminense. O acontecimento, que deve atrair cerca de 600 mil pessoas em 10 dias, contará com a participação de Claro, Coca-Cola, Heineken, Trident e Volkswagen. Cada uma investiu R$ 7 milhões para garantir a exclusividade. Porém, outras nove cotas de apoio estão sendo comercializadas, que darão direito a realizações de ações durante o acontecimento. O valor estimado para o espaço é de R$ 1 milhão.

Coca-Cola e Heineken devem ter como objetivo os mesmos traçados em sua recente participação no SWU (Starts With You), festival que uniu música e questões socioambientais. A marca de refrigerantes, que já participa do Rock in Rio desde 1991 como patrocinadora, pretende dar continuidade ao conceito “Viva positivamente” e novamente manter-se presente em momentos que remetem à felicidade de seus consumidores. Já a Heineken procura mais uma vez apresentar-se como a mais a mais internacional das cervejas, especialmente por sua presença em 180 países.A Claro deve reforçar atributos ligados à sua marca, como conectividade, mobilidade e sociabilidade, enquanto a Trident reforçará seu novo posicionamento, “Vamos rir mais”, aproveitando o viés de entretenimento do evento. Já a Volkswagen busca, além de exposição, destacar seus vínculos com atitudes ligadas à sustentabilidade e o social.
Divulgação desde já
A campanha de apresentação do Rock in Rio 2011 terá início já nesta semana. Desenvolvida pela Artplan, a comunicação publicitária terá duas fases principais: a primeira marcando o retorno do festival ao País, apresentando a assinatura “Voltei”. A segunda, que deve começar a figurar na mídia a partir do início do ano que vem, já divulgará as atrações musicais e de entretenimento que aguardarão o público. A campanha estará presente em TV, rádio, revistas, jornais e na internet, em mídia, com ações nas redes sociais e com o site do evento, mas que servirá como um ponto de troca de experiências com os interessados e oferecerá, além de informações, concursos e conteúdo exclusivo.

Ermenegildo Zegna pretende abrir seis lojas no Brasil até 2013


País deve entrar para o grupo dos dez maiores mercados da marca em 2011


ermenegildo zegna
Loja Ermenegildo Zegna: atualmente, 42% das receitas do grupo vem da Australásia e 4% da América Latina
São Paulo – Os ternos Ermenegildo Zegna terão maior exposição no Brasil até 2013. A marca pretende abrir "pelo menos" uma nova loja no país em 2011, possivelmente duas, segundo Ermenegildo Zegna, neto do fundador homônimo da marca e atual CEO do grupo. Até 2013, o objetivo é somar mais seis lojas às seis que o grupo possui atualmente.
O mercado brasileiro vem crescendo, mas o chinês cresce mais rápido. O mercado de luxo chinês movimentou 5,9 bilhões de euros em 2008. Em 2009, foram 7,1 bilhões de euros, e a expectativa para 2010 é de 9,2 bilhões de dólares, segundo o CEO. O Brasil ainda é um mercado de 1,5 bilhão de euros – com perspectiva de crescer entre 15% e 20% entre 2009 e 2010.As vendas da marca no Brasil, no varejo, cresceram 14% entre janeiro e setembro em relação ao mesmo período de 2009. A grife de roupas masculinas chegou ao Brasil em 1998, através da Daslu, e atualmente possui seis lojas em três cidades (quatro em São Paulo, uma no Rio de Janeiro e uma em Brasília). O Brasil é o 11º ou 12º maior mercado da Zegna no mundo atualmente, segundo a empresa. O CEO aposta que, no próximo ano, o país estará entre os dez primeiros. Zegna destacou, entre cidades brasileiras que seriam interessantes para a marca, Belo Horizonte, Curitiba e Porto Alegre.
Oriente
"Se tivesse que responder em quais países eu apostaria no futuro seriam China, depois Índia e Brasil", disse Zegna. A marca chegou à China em 1991 e atualmente possui 62 lojas em 33 cidades. Do volume de negócios da grife, 25% é gerado na China – a fatia vai para 30% se considerados os chineses fora de sua terra natal. Atualmente, 42% das receitas da Zegna vem da Australásia; 35% da Europa, Oriente Médio e África; 19% da América do Norte e 4% da América Latina.
A Índia, país onde a Zegna também espera crescer, é um mercado de 0,9 bilhão de euros. Rússia e Oriente Médio são mercados maiores, de 4,5 bilhões de euros e 4,0 bilhões de euros respectivamente. Na Índia, a primeira loja foi aberta em 2007. As vendas dobraram entre 2008 e 2010. A expectativa é ter 10 lojas em 2013.
Empresa familiar
A empresa mantém a administração familiar. A terceira geração está no comando da marca atualmente, mas a quinta já está sendo preparada para a sucessão. O know-how é transmitido de geração a geração, segundo o CEO. "É preciso levar o negócio como se fosse público, mesmo sendo privado", disse Zegna, sobre a importância da governança.
Ele elencou, como valores importantes para a administração da empresa, a paixão, disciplina, respeito e independência financeira - "não dar um passo maior do que a perna", 

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Agradecemos as consultas realizadas pelos paises abaixo este mes a nossa empresa.

Brasil
936
Estados Unidos
122
Líbano
11
Itália
10
Taiwan
18
Malta
4
Emirados Árabes Unidos
19
Angola
21
Hong Kong
11
Coreia do Sul                                                                 06

Petróleo avança na bolsa

Por Graziella Valenti / Valor Economico

A empresa de petróleo e gás do grupo Queiroz Galvão vai listar suas ações na BM&FBovespa. A operação pode superar US$ 1 bilhão. Com isso, além da gigante estatal Petrobras, o investidor terá acesso a quatro empresas desse segmento na bolsa, considerando as já listadas OGX e HRT. Alcançadas as expectativas para essa operação e para a do braço australiano que atua no Brasil da Karoon, o setor deve captar cerca de R$ 5,5 bilhões no mercado paulista - apenas nos três últimos meses do ano.
Adicionando a Petrobras, que obteve R$ 40 bilhões junto a investidores de sua megacapitalização de R$ 120,3 bilhões, concluída no fim de setembro, o setor terá levantado a nada desprezível quantia de R$ 45,5 bilhões por meio do mercado brasileiro em apenas quatro meses.
Entretanto, vale destacar que o espaço que as novas empresas de petróleo estão encontrando - apelidadas de "companhias juniores" - deve-se à insatisfação deixada pela Petrobras. Os estrangeiros ficaram descontentes com a condução política do processo e o aumento da participação da União na empresa
A expectativa é que a Queiroz Galvão caia mais no gosto do investidor local, pela tradição do grupo no país. As demais colocações tiveram como forte componente a demanda internacional. Contudo, o sucesso das ofertas iniciais, como sempre, dependerá do preço das ações que serão vendidas, o que ainda não é de conhecimento público.
O grupo tem operações em diversos segmentos, como construção, rodovias, energia, agroindústria e siderurgia. No ano passado, a receita total somou R$ 6,4 bilhões.
A atuação na área de petróleo e gás vem desde 1981. A companhia, cujo nome completo é Queiroz Galvão Exploração e Produção (QGEP), se descreve no prospecto aos investidores como a maior empresa de controle privado brasileiro no setor de petróleo e gás em termos de produção diária em barris equivalentes de petróleo no Brasil, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) em dezembro de 2009. Nos primeiros nove meses deste ano, teve lucro líquido de R$ 136,4 milhões, ante R$ 24,9 milhões de igual período de 2009.
Em seu portfólio, a companhia possui direitos de concessão sobre oito blocos exploratórios distribuídos na costa brasileira, incluindo os reservatórios no pré-sal, localizados nas Bacias de Santos, Jequitinhonha e Camamu.
Além disso, tem participação de 45% na concessão do Campo de Manati, localizado na Bacia de Camamu, maior campo de gás natural não-associado em produção no Brasil de acordo com dados da ANP, com capacidade de produção de aproximadamente 50,3 mil barris equivalentes de petróleo por dia.
A empresa pretende aplicar de 70% a 80% dos recursos que forem captados na aquisição de novos blocos e negócios e de 20% a 30% na exploração do portfólio atual.
Vale destacar, porém, que há fluxo de recursos, em especial internacional, para outros setores também. Tanto que deve ocorrer ainda neste ano a abertura de capital da companhia de energias renováveis Desenvix, cujo objetivo é levantar até US$ 500 milhões, e da rede de farmáciasDroga Raia, que pode obter até US$ 250 milhões.
Somando essas operações, que não devem encontrar dificuldade no mercado (mantidas as atuais condições), o ano de 2010 deve terminar com um saldo de 14 novas companhias abertas, que terão movimentado aproximadamente R$ 15,5 bilhões.
Considerando as ofertas subsequentes, das companhias já listadas - exceto Petrobras -, o total de ofertas de ações sobe para 23 operações, que devem totalizar perto de R$ 43 bilhões.
Assim, o ano deve terminar quase empatado com 2009 nas captações, que foi o segundo melhor da história, perdendo apenas para 2007 - período de maior efervescência do mercado brasileiro em ofertas de ações em função da grande liquidez global do pré-crise. No ano passado, foram realizadas 24 distribuições públicas, entre novas listagens e operações subsequentes, que somaram R$ 45,9 bilhões. (Colaborou Ana Luísa Westphalen)

Dólar cada vez mais fraco desafia Brasil e emergentes

O intenso fluxo de dólares para o Brasil estava prestes a ultrapassar a barreira dos aumentos do IOF e reiniciar o processo de valorização do real no fim de outubro, antes de o Fed, o banco central americano, tomar a decisão de iniciar mais uma rodada de afrouxamento monetário. Com o anúncio da medida, anteontem, o obstáculo do IOF tornou-se claramente insuficiente e o dólar teve sua maior queda diária em relação ao real em 5 meses, de 1,35%, e fechou a R$ 1,678. A política de compra de até US$ 900 bilhões em títulos do Tesouro americano pelo Fed provocou um salto em todos os tipos de ativos, de commodities a ações, e baixa da moeda americana. O Ibovespa fechou a 72.995 pontos e caminha para atingir seu recorde histórico, de 73.516 pontos, alcançado em 20 de maio de 2008.
A nova onda de apreciação cambial coloca mais pressão sobre a política dos países emergentes, especialmente sobre o Brasil, que tem uma das maiores taxas de juros do mundo e não pode contar com a ajuda da política fiscal no curto prazo. "A maior inflação nos emergentes é o resultado mais provável", diz Philip Poole, do HSBC em Londres. Thomas Mayer, economista-chefe do Deutsche Bank, concorda que no médio e longo prazos o afrouxamento monetário nos EUA provocará mais inflação, primeiro nos emergentes e, depois, nos países ricos.
Um dos canais da alta de preços será a valorização das commodities, generalizada ontem, com o petróleo atingindo seu pico em seis meses, a US$ 86 o barril. Economistas de fora do governo brasileiro acreditam que o BC terá de elevar os juros logo para conter uma inflação que já não está no centro da meta, uma saída claramente ruim diante do ingresso de uma enxurrada de dólares atrás de bons rendimentos.
Juros, porém, não são a única alternativa. "O impacto inflacionário não deve preocupar, desde que o governo não impeça os movimentos do câmbio", diz Mônica de Bolle, sócia da Galanto Consultoria. A apreciação parece irreversível, para Vladimir do Vale, economista-chefe do Credit Agricole, que prevê que o dólar fique abaixo de R$ 1,60 no primeiro semestre de 2011. O governo brasileiro, ontem, não parecia estar convencido da necessidade de novas medidas imediatas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

UM POUCO DA ALMA DE MARIO QUINTANA. PORTANTO, PARA MEUS IRMÃOS ANIMADOS. INFELIZ DOS DESALMADOS.





DEFICIÊNCIAS

Mário Quintana


'Deficiente' 
é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino. 
'Louco'
  é quem não procura ser feliz com o que possui. 
'Cego' 
é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores. 
'Surdo'
  é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês. 
'Mudo'
  é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia. 
'Paralítico' 
é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda. 
'Diabético'
  é quem não consegue ser doce.  
'Anão'
  é quem não sabe deixar o amor crescer. E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois: 
'Miseráveis'
  são todos que não conseguem falar com Deus.

'
 A amizade é um amor que nunca morre.   '  

Itaú quer se distanciar do Bradesco

Terminado o processo de migração das agências do Unibanco para o Itaú, o maior banco privado do país promete voltar a abrir a distância que o separa do segundo colocado, o Bradesco. Enquanto o Itaú Unibanco concentrou seus esforços na fusão ao longo dos últimos 12 meses, o Bradesco acelerou a oferta de crédito e conseguiu encurtar essa diferença sensivelmente. Mas, se considerado um intervalo de tempo menor, mais recente, a tendência reação do Itaú Unibanco pode ser percebida.
Os ativos totais do Bradesco apresentaram evolução de 26% entre setembro de 2009 e setembro deste ano, para R$ 611,93 bilhões. Nesse período, os ativos do Itaú Unibanco cresceram 12,1%, chegando a R$ 686,248 bilhões. O Santander permanece na terceira colocação, com R$ 357,633 bilhões (pelo padrão contábil IFRS).
Quando comparados os números do terceiro trimestre com os do segundo trimestre do ano, o crescimento dos ativos do Bradesco, de 9,6%, ainda se mantém como o mais forte. O avanço do Itaú Unibanco foi de 5,3% e o do Santander, de 3%. O que se percebe é que a velocidade imprimida pelo Itaú Unibanco vem aumentando. As concessões de empréstimo oferecem uma boa medida dessa reação. A carteira de crédito do Itaú Unibanco registrou expansão de 5,7% entre o segundo e terceiro trimestres de 2010, índice superior ao do sistema financeiro nacional, que segundo o Banco Central cresceu 5,4%. Nesse mesmo período, a carteira de Bradesco aumentou em 4,4%, e a do Santander, em 5,5%.
Ao mesmo tempo, análise dos números mostra que o forte crescimento no trimestre dos ativos do Bradesco, que sempre se destacou pelo crédito, foi sustentado por forte expansão de 25% da carteira de títulos e valores mobiliários, que atingiu R$ 196 bilhões.
"A integração, de fato, tirou a ênfase das operações com clientes, em alguns momentos, mas isso já não acontece mais", afirma Rogério Calderon, diretor de controladoria do Itaú Unibanco. "Temos toda capacidade para manter a liderança."
O Bradesco perdeu o posto de número 1 do mercado no início de 2009, logo depois de o Itaú anunciar a fusão com o Unibanco.
No conjunto, os três maiores bancos privados do país lucraram R$ 7,496 bilhões no terceiro trimestre de 2010. Somados, os ativos totais atingiram R$ 1,656 trilhão. Além da expansão do crédito, contribuiu para os resultados a manutenção da tendência de queda das despesas com provisões para devedores, que nos 12 meses encerrados em setembro encolheram 29,4%.
O segmento de pequenas e médias empresas despontou como o principal motor do crédito nos balanços do terceiro trimestre. No Bradesco, avançou 27,6% em 12 meses e 6,7% na comparação com o trimestre anterior, liderando a expansão dos estoques. No Itaú Unibanco, o saldo da modalidade evoluiu ainda mais (30%), para R$ 76,4 bilhões. Só perdeu para o crédito imobiliário, que apresentou alta de 41,4%, mas sobre um estoque pequeno, de R$ 7 bilhões ao fim de setembro.
Até mesmo o Santander, que vinha exibindo um comportamento tímido frente à concorrência, reagiu e, nesse terceiro trimestre, colocou o caixa para girar. O segmento de pequenas e médias empresas figurou como o grande destaque da carteira de crédito, com expansão 14,7% nos 12 meses encerrados em setembro. Carlos Galán, vice-presidente executivo de finanças do Santander, contou que foi tomada uma série de medidas para revigorar a área, que contemplou desde a mudança de comando até a incorporação de outras equipes, como a de risco, para junto da área comercial. "Demoramos, mas a boa notícia é que reagimos."

O investidor na era Dilma

Espírito Santo, da Way Investimentos: é pouco provável que o governo restabeleça a CPMF para investimentos
As primeiras declarações da presidente eleita Dilma Rousseff e de seus assessores próximos já mexem com alguns cenários para os investimentos. Redução dos juros reais para 2% ao ano, possível volta da CPMF, melhora da renda da população e do salário mínimo e investimentos em infraestrutura chamaram a atenção dos gestores e especialistas. Mas ainda não há ordem de mudar a estratégia, ao menos até que alguns desses pontos se confirmem.
Na bolsa, os setores de consumo, infraestrutura, saúde, educação e petróleo prometem ser as grandes vedetes do governo da presidente eleita. A aposta dos analistas continua na expansão do crédito e da renda. Os segmentos ligados ao varejo, portanto, devem se manter em alta. Com mais dinheiro no bolso, muitos poderão investir mais em educação e ter acesso a serviços de saúde que antes se mostravam distantes. Já a Copa do Mundo deve elevar os recursos destinados à infraestrutura.
Esses setores deverão sofrer menos em caso de um cenário externo adverso ou ser bastante beneficiados se a conjuntura lá fora melhorar, afirma Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ e economista da Way Investimentos. "Apostar na alta desses segmentos fará muito investidor feliz."
Para o professor, a área de petróleo e o pré-sal devem ser os queridinhos do novo governo "e ter Petrobras na carteira deve se mostrar uma estratégia interessante", avalia Espírito Santo. Ele aposta na manutenção do atual presidente da estatal, José Sergio Gabrielli.
A palavra de ordem para o investidor durante os próximos meses é cautela, afirma Rogério Bastos, sócio da FinPlan, empresa de aconselhamento financeiro. Eventuais alterações na política econômica, capazes de mudar as expectativas para aplicações em renda fixa, por exemplo, devem ser feitas de forma gradual. Sem mudanças abruptas, o investidor terá tempo para adaptar sua carteira sem atropelos. "Não é preciso ficar com muito dinheiro em caixa agora", diz Bastos. "Dá para continuar surfando as ondas positivas e esperar sinais concretos para rever a estratégia".
O investidor deve ficar atento nos próximos 40 a 50 dias ao anúncio dos principais nomes da equipe de governo de Dilma. É do perfil dos ministros que virão pistas sobre possíveis mudanças de rumo. "Não é hora de operar em cima de boatos, mas de aguardar as medidas concretas", afirma Bastos.
Um visão mais clara só será possível quando a equipe de governo estiver totalmente escalada, destacou a equipe de análise da corretora Spinelli, em relatório. "Uma das maiores implicações para empresas com ações negociadas na bolsa deve ser a especulação sobre o nome do novo presidente da Petrobras".
Já Lika Takahashi, estrategista-chefe da Fator Corretora, acha que o risco político pesa mais sobre a Vale. "As ações da Vale, graças à forte demanda da China, refletem a manutenção dos preços do minério de ferro em patamar elevado, mas podem ficar mais vulneráveis tanto a expectativas de mudança de seu comando e, consequentemente, de sua estratégia de longo prazo, quanto às incertezas de uma possível nova regulamentação do setor de mineração, cuja intenção foi confirmada recentemente pela ainda candidata Dilma."
A expectativa da estrategista-chefe é de manutenção da política econômica, dada a perspectiva de que Dilma mantenha Henrique Meirelles à frente do Banco Central e Guido Mantega na Fazenda pelo menos no primeiro ano, e confirme Antônio Palocci no núcleo duro do governo, talvez na Casa Civil.
Além disso, em relatório, ela destaca que "não há nada de novo e profundo no programa de governo de Dilma divulgado há uma semana" e confirma apenas que os projetos prioritários são nas áreas de energia e infraestrutura. Já para as políticas industriais, sua perspectiva é de que elas continuarão a contar com o apoio dos bancos federais, intensificando o ativismo do governo na economia.
Outro ponto que veio à tona é a possível volta da Contribuição sobre Movimentações Financeiras (CPMF). A presidente eleita se declarou contra a recriação do imposto usado para custear parte dos gastos com a saúde, mas deixou em aberto a possibilidade de uma conversa a respeito caso a proposta seja levada adiante pelos governadores.
Mas há quem duvide. O regresso da CPMF seria "colocar o bode de volta na sala" e arranharia a imagem e a popularidade de Dilma, avalia Espírito Santo, da Way. "O governo pode aumentar o imposto para os investidores estrangeiros, mas não trabalho com um cenário com CPMF."
A volta do tributo poderia significar a ressurreição da conta-investimento. Criada em 2004 para permitir a migração de investimentos sem a cobrança da CPMF, a conta-investimento perdeu seu propósito com o fim do imposto em 2007. Em maio deste ano, por meio da Circular 3.494, o Banco Central (BC) extinguiu a conta-investimento.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

O velho e o novo em Basileia 3



A última versão integral do Acordo de Basileia data de 2006 (Basileia 2). Hoje há um conjunto de documentos denominado de Basileia 3, disponível no sítio do Banco para Compensações Internacionais (BIS). O processo de revisão das regras prudenciais começou, a rigor, em julho de 2008, quando, como resultado dos desdobramentos da crise americana do subprime, o Comitê da Basileia lançou alguns documentos para discussão. Como é a regra, esses documentos se transformaram em propostas para consulta pública e, por fim, em um pacote de medidas em julho de 2009.
Os primeiros documentos do pós-crise pareciam ser, em grande medida, apenas uma ampliação do que hoje existe. As mudanças propostas se concentravam em criar novas regras para a carteira de negociação, incluindo produtos "complexos e ilíquidos de crédito". Para risco de mercado, entre outras mudanças, passou-se a exigir uma parcela a mais de capital para fazer face ao "default" e migração de risco ("incremental risk capital charge") e um colchão de capital para perdas na crise (VaR estressado). Houve também alteração no tratamento do risco de concentração, além da inclusão de uma discussão sobre o risco de reputação (até então excluído de Basileia).
Em suma, houve um aumento de capital significativo, aprimoramento no tratamento de instrumentos mais complexos, mas não uma revisão mais substancial do arcabouço. No discurso, foi reforçada a importância do pilar 3 de Basileia - transparência e "disclosure".
O que impedirá que a nova norma não induza o crescimento de um sistema financeiro sombra?
Já em 2009, se percebe uma (ainda que não alardeada) mudança no discurso. Em primeiro lugar, anuncia-se que as reformas pretendem não apenas fortalecer aspectos de "regulação microprudencial", como introduzir uma "visão macroprudencial", que inclui a construção de "colchões de capital contracíclicos, como mecanismos para evitar o risco sistêmico" (BIS, press release, 2009). Em segundo, propõe-se um padrão global mínimo de capital para risco de liquidez suficiente para cobrir: a) uma avaliação em situações de estresse; e b) a fixação de uma taxa estrutural de liquidez para longo prazo.
Aparentemente, há uma sinalização de que a regulação financeira deve, no futuro, agregar alguns de seus princípios históricos (pré-1980): a preocupação direta com as consequências macroeconômicas da atuação bancária e o foco no risco de liquidez. Em Basileia 1 e 2, ao contrário, a ênfase era na saúde do banco per se (microeconômica) - como uma espécie de medicina preventiva. Ademais, o pressuposto era de que o risco de liquidez seria combatido indiretamente, por meio do controle dos demais riscos.
Há também inovações em pauta: limitações para pagamento de dividendos, bônus etc. a executivos e estabelecimento de provisões para perdas esperadas de forma prospectiva ("forward looking"). Nesses dois casos, não se trata de recuperar lições do passado, mas sim de elementos novos, que incorporam lições da crise contemporânea.
Mais recentemente, em julho, veio ao público uma definição mais precisa da taxa de alavancagem ("leverage ratio"), aplicável a todos os ativos, sem ponderá-los pelo risco (diferente, portanto, do Índice de Basileia); do índice de cobertura de liquidez ("liquidity coverage ratio"); e da taxa de financiamento líquido estável ("net stable funding ratio"), de caráter mais estrutural. Essas novas medidas são elementos complementares ao Índice de Basileia.
Finalmente, em 12 de setembro, foram anunciadas as novas exigências de capital, com incrementos graduais no tempo, que deverão ser calibrados pelas autoridades monetárias nacionais. A nova ênfase pode ser percebida pela observação de que "a implementação das novas regras deve ter o cuidado de não impedir a recuperação da economia real".
De forma sintética, as novas regras ampliam a importância do capital de "elevada qualidade", que, no Brasil, equivale ao capital social dos bancos. Além disso, aumenta-se a participação do capital de nível 1, reduzindo o capital de nível 2, mas mantendo em 8% o somatório dos dois (índice de Basileia). Por fim, há a inclusão de dois colchões: o colchão de segurança ("conservation buffer"), estipulado em 2,5%, e o colchão contracíclico, que pode variar entre zero e 2,5%. Ambos podem ser reduzidos, em momentos de baixa do ciclo econômico.
Não há nada definido para o Brasil, mas algumas especulações são possíveis. É razoável que o Brasil mantenha em 11% o índice, tal qual o Comitê manteve os 8%. Qual seria a justificativa para aumentar tendo o Brasil se saído relativamente bem na crise? É também bem provável que se aumente a participação do capital de Nivel 1, reduzindo a de Nível 2, na composição do que se considera capital regulatório. Quanto aos colchões, parece haver grande flexibilidade no uso do colchão contracíclico, mas não no de segurança. Se assim for, o Brasil poderia caminhar dos atuais 11% para 13,5% de exigência regulamentar, podendo esta chegar, no limite, em 16% (13,5% + 2,5%), em momentos de grande expansão de crédito.
A novidade mais relevante em Basileia 3, não está tanto no aumento de capital nem na importância de sua qualidade, mas sim no retorno a ênfase da estabilidade macro; e na necessidade de controlar o risco de liquidez. Entretanto, o enrijecimento das regras para os bancos, sem contrapartida no restante do sistema financeiro, não elimina o que parece estar na raiz da crise recente: o risco de arbitragem regulatória. O que impedirá que Basileia 3 não induza (como Basileia 2 o fez) o crescimento de um sistema financeiro-sombra?
Lavinia Barros de Castro doutora em Economia pela UFRJ e em Ciências Sociais pela UFRRJ, é economista do BNDES.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Petrobras entra na carteira do BTG de 10 ações para novembro


Perspectiva de desenvolvimento do pré-sal fez banco incluir papéis da estatal na carteira pela 1ª vez no ano

Plataforma P-52, da Petrobras
Plataforma P-52: Petrobras entrou na carteira de novembro do BTG com peso de 20%
São Paulo - A Petróleo Brasileiro SA entrou pela primeira vez no ano na carteira de novembro do Banco BTG Pactual SA de 10 ações do mercado brasileiro, segundo um relatório distribuído hoje para clientes.


  • O banco disse que vê potencial de ganho para o papel com a perspectiva de desenvolvimento rápido dos poços na camada do pré-sal na Bacia de Campos, segundo o relatório assinado pelos analistas Carlos Sequeira, Antonio Junqueira e Bernardo Miranda.
Para a Petrobras entrar na carteira ideal com peso de 20 por cento, o BTG diminuiu a participação da Vale SA para 15 por cento e de empresas do setor imobiliário para 10 por cento.

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